Deputado Daniel Zen afirma que governo tem que decidir se nomeia novos comissionados ou aprovados em concurso público

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29 Maio de 2019 do YacoNews
Por Andressa Oliveira da ALEAC

Durante sessão desta terça-feira (21) o deputado Daniel Zen (PT) fez uma apresentação aos demais parlamentares, com dados sobre o nível de empregos no Acre e também sobre análise de gasto com pessoal e com a dívida consolidada líquida. Ele destacou também que apesar de o governador deixar a entender que o Estado vive uma situação financeira caótica, continua fazendo nomeações.

O parlamentar disse que atualmente o Estado vive uma de suas maiores taxas de desemprego, e que a variação de geração de empregos segue em queda. Acrescentou também que, se comparado a outros estados brasileiros, o Acre é atualmente um dos recordistas em números negativos.

“Para justificar algumas decisões tomadas, o governador disse que se a Reforma da Previdência não for aprovada, poderá o Estado decretar calamidade financeira, dando a entender que vivemos um ambiente caótico. No entanto, ontem foi publicado o relatório da Lei de Responsabilidade Fiscal e o limite permitido para gastos com pagamento de servidores, que é de 49%, já alcançou 48.40%. O governo tem que escolher, nomeia os cargos comissionados ou convoca os aprovados nos concursos”, disse.

Zen seguiu seu discurso apontando que o atual governo arrecadou muito em seus primeiros meses de atuação, e que os cofres públicos possuem a cifra de quinhentos milhões de reais. No entanto, esse montante estaria retido, o que tem acarretado em recessão e economia enfraquecida.

“Você enche os cofres do Estado de recursos e retrai o dinheiro circulante na praça. Quando o consumo do governo é baixo, deixa de circular dinheiro no comércio. Se o dinheiro não circula, a economia se desaquece, tem recessão. Por isso no início deste ano o Acre se tornou campeão em desemprego”, explicou.

Daniel Zen concluiu seu discurso afirmando que ao longo dos 20 anos em que esteve à frente do Poder Executivo, a Frente Popular do Acre (FPA) gerou não apenas 40 mil empregos, como foi prometido em campanha, mas sim 70 mil empregos. E acrescentou que esses números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que, portanto, são incontestáveis.

“A FPA, ao longo dos anos em que esteve no governo, gerou 70 mil empregos. Então vamos parar com esse papo de herança maldita, de que o gasto com pessoal é alto, pois os relatórios mostram outra coisa. O governador está retendo dinheiro e isso está fazendo o Estado quebrar. Para que possuir 500 milhões de reais em caixa? O que falta a essa gestão é saber como transformar esse dinheiro em melhorias para o Acre”, finalizou.

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