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Aposentada é a 5ª vítima a morrer com meningite este ano no Acre

10 de Setembro de 2019 YACONEWS

Uma aposentada, de 65 anos, morreu vítima de meningite fúngica na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em Rio Branco. Com isso, sobe para cinco o número de mortes por meningite no estado acreano.

Ao G1, a coordenadora da Área Técnica das Meningites do estado, Helena Catão, explicou que a aposentada foi notificada com meningite fúngica no dia 2 de agosto. Ela foi internada na Fundhacre até o último dia 3, quando morreu na unidade.

“Dia dois de agosto foi notificada por aqui [Rio Branco], estava aqui e era de Epitaciolândia. Foi um caso isolado, não tem outros casos que tenham relacionamento com ela”, acrescentou.

Uma advogada está internada no Pronto-Socorro de Rio Branco com meningite bacteriana. Ela deu entrada na unidade no domingo (8) com dor de cabeça, febre e desorientação.

Casos confirmados
De janeiro até esta segunda-feira (9), foram notificados 48 casos suspeitos de meningite em todo o estado, segundo dados da Coordenação da Área Técnica das Meningites do Acre. Desses casos, 13 foram confirmados para meningite.

Dos casos confirmados, três foram na capital acreana, Rio Branco, outros três em Senador Guiomard, dois em Tarauacá, dois em Feijó, dois em Epitaciolândia e um no Bujari.

Mortes

Duas mortes pela doença foram registradas na capital acreana, em Rio Branco, por meningite bacteriana não especificada e outra por meningite fúngica. Uma criança também morreu em Tarauacá, interior do Acre, por meningite Haemophilus.

Na cidade de Senador Guiomard, uma mulher portadora de lúpus morreu com meningite não específica.

A quinta vítima morreu no último dia 3 com meningite fúngica e era moradora de Epitaciolândia.

Meningite

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos).

A meningocócica é uma meningite bacteriana e, junto com a pneumocócica, é considerada uma das formas mais graves e preocupantes da doença.

A meningite tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença



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