20 de Outubro de 2019 YACONEWS
A missionária foi assassinada às margens do Rio Paciá, em Lábrea, no Amazonas, onde trabalhava com os Apurinã. Irmã Cleusa fez a opção pelos pobres e pela defesa dos direitos indígenas.
“Entreguei uma carta das Missionárias Agostinianas Recoletas pedindo reconhecimento da Irmã Cleusa, de Lábrea, que foi assassinada pela causa indígena. E como estamos falando tanto da Amazônia, pedimos que fosse declarada mártir da causa indígena”.
Se o pedido da Congregação das Missionárias Agostinianas Recoletas fosse atendido pelo Papa Francisco, outros religiosos também receberiam as honras dos altares, como é o caso de Irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005, do padre comboniano Ezequiel Ramín, assassinado em 1985 também na Amazônia brasileira.
O exemplo de muitos outros missionários e missionárias, símbolos da luta pela preservação da floresta Amazônica, lembram o grito dos mais pobres, dos quilombolas, das comunidades ribeirinhas, dos povos indígenas.
“São muitos os que deram suas vidas, derramaram seu sangue pelos povos e pela floresta”, afirmou Dom Joaquím.
Dom Joaquím Fernandéz ainda lembrou o exemplo do padre italiano Paolino Baldassari, conhecido pelas ações sociais que desenvolvia em Sena Madureira, interior do Acre.
Ouça a entrevista completa:
