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Bolsonaro fala em “varrer PT do Nordeste” e adia medidas duras para depois das eleições
Jair Bolsonaro decidiu adiar as medidas que serão tomadas para buscar recursos para o Renda Cidadã para depois das eleições porque pretende antes ocupar as prefeituras do Nordeste com aliados; só depois disso serão anunciadas medidas amargas
A definição de medidas mais impopulares no plano de elaboração para financiar o Renda Cidadã só vai ser discutida após as eleições de 15 de novembro, decidiu Jair Bolsonaro, que fala em “varrer o PT do Nordeste” e ocupar prefeituras da região com aliados. Com medidas que possam prejudicar o bolso do eleitor, ele pode sair prejudicado no pleito.
A articulação feita entre o Senado e o governo federal é primeiro negociar a aprovação do projeto e as medidas de compensação para depois colocar no papel, apresentar o relatório e marcar a votação.
“Pelo menos dois motivos estão levando o presidente Jair Bolsonaro a empurrar o anúncio sobre a origem dos recursos e o valor do Renda Cidadã para depois das eleições municipais. O primeiro deles é evitar que a discussão do tema atrapalhe ou interfira na campanha de aliados políticos. Isso porque para bancar um programa mais amplo que o Bolsa Família será preciso fazer cortes em outras áreas, incluindo programas sociais que já existem”, informa a matéria.
“O segundo é que, após o pleito, sempre ocorre um rearranjo, mesmo que pequeno, de forças políticas no Congresso, já com foco na escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado. Esses dois movimentos terão impacto e influência na negociação da criação do novo programa”, diz ainda.
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