YacoNews

Governo reestrutura Conselho do Meio Ambiente, alvo de Bolsonaro

Hugo Barreto/MetrópolesO governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta sexta-feira (17/2), no Diário Oficial da União (DOU), um decreto que reestrutura o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão que foi alvo da gestão Jair Bolsonaro (PL).

O Conama é um colegiado consultivo e deliberativo, criado em 1981, para debater, em conjunto, soluções ligadas a questões ambientais.

O conselho será presidido pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva e terá João Paulo Capobianco como secretário-executivo. Além deles, haverá mais de uma centena de membros.

Durante seu mandato, Bolsonaro reduziu o número de representes da sociedade civil e, assim, diminuiu a participação popular no órgão.

Também farão parte do conselho:

Além deles, integram também o plenário do Conama, na condição de conselheiros convidados, sem direito a voto:

Em sua posse, em janeiro, ao anunciar que iria revisar a estrutura do conselho, a ministra disse que a mudança ocorre para “eliminar os retrocessos”. “A participação social na pauta ambiental foi destruída durante o governo anterior“, afirmou Marina na ocasião.

Lula havia estabelecido o prazo de 45 dias para essa reestruturação ser iniciada.

O que aconteceu com Bolsonaro
Quando Bolsonaro assumiu, eram 93 conselheiros. No início de 2019, ele reduziu o número total de integrantes para 23, e a sociedade civil passou a ter apenas quatro cadeiras.

Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o decreto que alterava a composição do Conama, e o governo federal publicou novo decreto para mudar o número de cadeiras destinadas a representantes de entidades ambientalistas e do setor privado no conselho. O número total de membros do órgão passou, então, de 23 para 36.

Por Metrópoles

Sair da versão mobile