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Entenda por que o uso de ar-condicionado sem manutenção pode causar incêndios

Por Redação 26/12/2023 09:52 Atualizado em 26/12/2023 09:52
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Com as ondas de calor recordes durante o verão, o uso crescente de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores pode aumentar os riscos de incêndios se não forem tomados os devidos cuidados. A recomendação fundamental é garantir que o imóvel tenha capacidade elétrica suficiente para suportar esses equipamentos, especialmente o ar-condicionado, que consome mais energia.

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Edson Watanabe, professor de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, alerta para as antigas instalações elétricas, muitas vezes incapazes de lidar com a crescente demanda de eletrônicos nos lares modernos. Ele destaca a importância de contratar um profissional da elétrica para verificar se o quadro de energia do imóvel é compatível com a quantidade de aparelhos.

O major Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, reforça a necessidade de usar filtros de linha aprovados pelo Inmetro e evitar adaptadores não regulamentados. Ele destaca que a maioria das chamadas para o Corpo de Bombeiros está relacionada a causas elétricas, como sobrecarga, curto-circuito e contatos imperfeitos em tomadas.

O professor Watanabe explica que o curto-circuito raramente é a causa direta de incêndios, já que os disjuntores geralmente protegem o local desligando o sistema. Ele ressalta que o problema está muitas vezes em instalações antigas, não projetadas para suportar aparelhos modernos, como o ar-condicionado.

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Além disso, o período em que os aparelhos ficam desligados merece atenção ao ligá-los novamente. O consumo de um ar-condicionado residencial de 12 mil BTU, por exemplo, pode aumentar 10 a 20 vezes em comparação com um ventilador. A falta de preparação dos fios para essa demanda pode resultar em mau contato nas tomadas, levando a superaquecimento e, eventualmente, incêndio.

O major Contreiras destaca que ao comprar um equipamento, é crucial observar a voltagem e a amperagem, ajustando o quadro de energia, se necessário. Em casos de incêndios elétricos, a orientação é desligar a rede elétrica da casa para interromper o fornecimento de energia ao fogo.

Além disso, os bombeiros recomendam não tentar apagar o fogo imediatamente com água, pois a corrente elétrica pode ser perigosa nesse cenário. Caso o imóvel tenha um extintor de incêndio adequado, pode ser utilizado, mas a prioridade é sair de casa e chamar os bombeiros.

O cuidado também se estende a equipamentos portáteis carregados por bateria, que podem representar riscos em situações de calor extremo. O uso de adaptadores de tomada não regulamentados é desencorajado, sendo recomendado o uso de filtros de linha aprovados.

Em um cenário global de aumento das temperaturas, 2023 é considerado o ano mais quente já registrado, superando 2016. O fenômeno climático El Niño continua impactando as temperaturas, e o verão prevê chuvas irregulares, o que pode contribuir para o aumento dos riscos de incêndios.

Via Agência Brasil.

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