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Mais de 100 mil hectares de floresta explorados ilegalmente em 2 anos, aponta relatório durante a COP-28

Por Redação 18/12/2023 08:53 Atualizado em 18/12/2023 08:53
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Durante a COP-28, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, dados apresentados pela Rede Simex (Imazon, Idesam, Imaflora e ICV) revelam que mais de 100 mil hectares de florestas amazônicas foram explorados ilegalmente para extração de madeira entre agosto de 2021 e julho de 2022.

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O relatório “Mapeamento da exploração madeireira na Amazônia” destaca que, dos 396 mil hectares explorados na região amazônica nesse período, 27% (106.477 hectares) ocorreram de forma ilegal. A análise abrangeu seis dos nove estados amazônicos, sendo Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. O Amapá não pôde ser analisado pelo segundo ano consecutivo devido à cobertura significativa de nuvens nas imagens de satélite.

O relatório revelou que 25,6% da exploração ilegal ocorreu em terras indígenas (19,5%) e unidades de conservação (6,1%), prejudicando a conservação dessas áreas e afetando as comunidades tradicionais ligadas a elas.

Mato Grosso lidera a exploração total (65,8%), seguido pelo Amazonas (12,8%), Pará (9,8%), Acre (6,5%), Rondônia (4,7%) e Roraima (menos de 1%). Quanto à ilegalidade, o Pará lidera com 46%, seguido por Mato Grosso (31%), Roraima (29%), Rondônia (19%), Amazonas (9%) e Acre (2%).

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O estudo destaca aumentos nas áreas exploradas nos estados do Acre (135,8%), Amazonas (236,9%), Rondônia (13,9%) e Roraima (32,8%), enquanto Pará (32,5%) e Mato Grosso (6,3%) apresentaram reduções.

A ilegalidade concentrou-se principalmente em imóveis rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR), representando 60,9% da exploração ilegal.

O relatório destaca as consequências danosas da exploração ilegal, incluindo degradação florestal, aumento do risco de incêndios, perda de biodiversidade e potencial para conflitos fundiários.

Apesar da “lenta melhora” no acesso a dados, a transparência aumentou na obtenção de informações sobre a exploração madeireira, resultando em um esforço conjunto da Rede Simex.

Com informações do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

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