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Sakamoto: Moro já é visto por colegas como ‘ex-senador em exercício’

Por Redação 07/12/2023 11:48 Atualizado em 07/12/2023 11:48
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Hugo Barreto/Metrópoles

Mesmo antes de uma decisão final sobre a possível cassação de Sergio Moro (União-PR), o ex-juiz já é tratado como “ex-senador em exercício” por seus colegas de Senado, afirmou o colunista do UOL Leonardo Sakamoto.

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Tenho conversado com senadores da base do governo Lula e, em tom de ironia, eles se referem ao Moro como ‘um ex-senador em exercício’. Em outras palavras, de forma caricatural, como um ‘morto-vivo’, um ‘zumbi’, como uma pessoa que está lá, mas em breve não estará. Como na política a percepção do poder vem do contexto futuro e não necessariamente do presente, é uma situação um tanto quanto constrangedora.

Sakamoto vê Moro isolado até pelo bolsonarismo, mesmo após se reaproximar de Jair Bolsonaro. Em participação no UOL News desta quinta (7) o colunista disse que as chances de o ex-juiz perder o mandato são grandes, pois há “elementos suficientes” para convencer o TSE de que a campanha do senador cometeu irregularidades.

O pessoal sabe que não adianta fazer planos de longo prazo com Moro, uma vez que a possibilidade de cassação é muito grande. Mesmo que o TRE dê ganho de causa a ele, quando isso subir [para o TSE] há uma chance enorme de o TSE cassá-lo, mesmo com mudança na presidência do tribunal.

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Por mais que tenha havido esse retorno de ocasião na eleição, o bolsonarismo ainda é extremamente crítico ao Moro por tudo o que aconteceu. Ele saiu atirando em Bolsonaro, acusando o ex-presidente de interferir da Polícia Federal para salvar família e amigos, e foi xingado por ele. A ação no Paraná é movida pelo PT e pelo PL. Há muitos elementos que mostram que Moro se beneficiou da pré-campanha à Presidência da República. No Senado, Moro já é visto como um ‘senador zumbi’.
Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

O que aconteceu?
Moro é acusado de abuso de poder econômico, caixa 2, uso indevido de meios de comunicação e contratos irregulares em sua campanha ao Senado. Caso haja condenação no TRE-PR, a chapa será cassada e Moro ficará inelegível por oito anos, mas o ex-juiz ainda pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com Informações UOL

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