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POLITICA

Decisão do STF exige que Bolsonaro entregue passaporte à justiça; operação Tempus Veritatis em andamento

Por Redação 08/02/2024 08:07 Atualizado em 08/02/2024 08:07
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O ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal (PF) para investigar uma suposta organização criminosa que teria atuado em uma tentativa de golpe de Estado.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a PF apreenda o passaporte de Bolsonaro como parte da operação. Além disso, ordens de prisão também foram expedidas contra assessores diretos do ex-presidente, incluindo militares.

A operação foi desencadeada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, ter feito um acordo de colaboração premiada com investigadores da PF. O acordo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e já foi homologado pelo STF.

Neste dia, estão sendo executados 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. No total, são 48 medidas cautelares ordenadas por Moraes, incluindo a proibição de os investigados manterem contato ou deixarem o país, com um prazo de 24 horas para a entrega dos passaportes.

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As ações judiciais estão ocorrendo nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal. O Exército Brasileiro está acompanhando o cumprimento de algumas dessas ordens.

“A investigação aponta que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, com o objetivo de viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em uma dinâmica de milícia digital”, declarou a PF.

Em declaração no X (antigo Twitter), o advogado Fabio Wajngarten, que representa Bolsonaro, afirmou que, “em cumprimento às decisões de hoje”, o ex-presidente entregará seu passaporte às autoridades competentes. Ele também informou que Bolsonaro determinou que seu auxiliar direto, que foi alvo da mesma decisão, retorne para sua casa em Brasília, seguindo a ordem de não manter contato com os demais investigados.

Via Agência Brasil.

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