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Após enchente, Saúde do Acre reforça importância dos cuidados no retorno às casas

Por Redação 11/03/2024 15:08 Atualizado em 11/03/2024 15:08
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É fundamental que a população siga as recomendações ao voltar para as casas. Foto: Neto Lucena/Secom

Os rios e igarapés do Acre estão baixando, e os moradores das 19 cidades afetadas com a enchente começam a voltar para as suas casas. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) recomenda alguns cuidados e reforça sobre medidas de segurança que são capazes de prevenir a transmissão de doenças e demais riscos.

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As doenças causadas pelo contato com água e a lama é um dos muitos transtornos das enchentes. Entre os principais perigos estão as infecções, como a leptospirose e a dengue, além do risco de acidentes com animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras.

“É fundamental que a população siga as recomendações. Estamos trabalhando incansavelmente para garantir o acesso aos cuidados médicos, vacinação adequada e informações essenciais para prevenir doenças. Juntos, superaremos esse desafio e ajudaremos na recuperação das áreas afetadas”, disse o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

Cuidados com a água e com a lama

Se sua casa foi atingida pela enchente, após o recuo da água, providencie a limpeza e desinfecção dos ambientes, utensílios, móveis e outros objetos. Evite contato direto com as águas das enchentes e com a lama.

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Caso isto seja inevitável, proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos e permaneça o menor tempo exposto. Não deixe que crianças nadem ou brinquem na água e na lama das enchentes, pois, além do perigo das enxurradas, elas podem ficar doentes.

Em uma enchente algumas doenças podem se propagar facilmente, em decorrência da contaminação da água e dos alimentos, como diarreia, cólera, febre tifoide, hepatite A, giardíase, amebíase, verminoses e leptospirose.

Limpeza e desinfecção dos ambientes são essenciais no retorno às residências. Foto: Neto Lucena/Secom

Logo, é importante não consumir alimentos que tenham tido contato com a água da inundação ou lama, incluindo alimentos embalados, enlatados ou alimentos perecíveis (como frutas, legumes e verduras).

O cuidado na higienização, preparação e armazenamento dos alimentos é um procedimento de extrema importância, pois alimentos manipulados e armazenados de forma inadequada podem transmitir doenças.

Se possível, filtre e ferva a água antes de beber; apenas consuma água indicada pelas autoridades e não use água sanitária em água ou alimentos para consumo humano ou animal.

Cuidados com a leptospirose

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina de roedores (rato, ratazana, camundongo), e que normalmente se espalha pela água suja de enchente, lama e esgoto.

Se apresentar os sintomas (febre, dor de cabeça, dores musculares, vômito, diarreia e tosse) procure uma unidade básica de saúde (UBS) ou unidade de referência em atenção primária (Urap). Caso sinta sintomas graves, vá até a unidade de pronto atendimento mais próxima.

Cuidados com riscos de tétano

O tétano é uma doença grave causada por uma bactéria que pode estar presente em objetos de metal (mesmo que não esteja enferrujado), de madeira, de vidro ou até no solo (galhos; espinhos; pedaços de móveis).

Caso isto seja inevitável o contato com a lama, proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha. Foto: Neto Lucena/Secom

A pessoa pode adoecer ao sofrer lesões (ferimentos, cortes, perfurações) por objetos contaminados pela bactéria. Em situações de emergência, o contato com entulhos e destroços pode ocasionar essas lesões e, consequentemente, o adoecimento por tétano acidental.

Cuidados com animais peçonhentos

Locais com enchentes e ambientes com entulhos e destroços aumentam o risco de acidentes com animais peçonhentos (como escorpiões, aranhas e cobras). Em situações como essas, os animais costumam se abrigar em locais secos, como o interior das residências ou em locais de acúmulo de entulhos.

Caso encontre algum desses animais, entre em contato com o Corpo de Bombeiros, por meio do telefone 193 e não toque nesses animais, mesmo que pareçam estar mortos.

Via Secom

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