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Sanção de lei anti-LGBT pode inviabilizar empréstimo do FMI a Gana

Por Redação 04/03/2024 10:35 Atualizado em 04/03/2024 10:35
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A sanção presidencial de um projeto de lei anti-LGBT aprovado pelo parlamento de Gana poderia ter sérias repercussões econômicas para o país, incluindo a inviabilização de um pacote de empréstimos de US$ 3 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e uma possível perda de financiamento do Banco Mundial no valor de US$ 3,8 bilhões nos próximos cinco a seis anos. Essa informação foi revelada em um documento do Ministério das Finanças, visto pela Reuters nesta segunda-feira (4).

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Na semana passada, os parlamentares ganenses aprovaram por unanimidade uma legislação que visa aumentar a repressão aos direitos das pessoas LGBTQ e àqueles acusados de promover identidades sexuais ou de gênero de lésbicas, gays ou outras minorias no país da África Ocidental. O projeto de lei aguarda a decisão do presidente Nana Akufo-Addo para se tornar lei.

Essa aprovação ocorre em um momento em que Gana busca superar uma profunda crise econômica e uma situação de inadimplência da dívida, contando com a ajuda de um programa de empréstimos de US$ 3 bilhões do FMI, garantido no ano anterior, e financiamento do Banco Mundial.

De acordo com o documento interno do Ministério das Finanças, a aprovação desse projeto de lei poderia impactar negativamente o financiamento do Banco Mundial para Gana, o que, por sua vez, comprometeria o programa do FMI. O ministério alertou que o país poderia perder US$ 3,8 bilhões em financiamento do Banco Mundial nos próximos cinco a seis anos.

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Essa possível perda de apoio financeiro do Banco Mundial poderia ter consequências significativas, afetando a estabilidade da taxa de câmbio e a sustentabilidade da dívida de longo prazo de Gana. O Ministério das Finanças declarou que continuará a buscar fontes alternativas de financiamento confiáveis para preencher a lacuna financeira.

É importante destacar que uma situação semelhante ocorreu em Uganda, onde a aprovação de uma lei anti-LGBT levou o Banco Mundial a suspender novos financiamentos para o país da África Oriental.

Via CNN Brasil.

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