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La Niña deverá influenciar o clima no Brasil a partir de setembro: entenda os efeitos esperados

Por Redação 30/07/2024 09:34 Atualizado em 30/07/2024 09:34
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A partir de setembro, o fenômeno climático La Niña deverá afetar várias regiões do Brasil. O La Niña, que é o oposto do El Niño, é caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pode ter impactos significativos nas condições climáticas do país.

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Segundo os meteorologistas, o La Niña tende a influenciar as temperaturas, as chuvas e a estiagem em diferentes partes do Brasil ao longo do trimestre de setembro, outubro e novembro. A mudança na temperatura da superfície do mar altera a circulação atmosférica, o que, por sua vez, afeta o clima no Brasil.

De acordo com Angel Domínguez Chovert, meteorologista do Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais (Cempa) da Universidade Federal de Goiás (UFG), “o impacto do La Niña pode demorar um pouco para se manifestar completamente, devido à inércia na mudança das condições marítimas antes que os efeitos atmosféricos se tornem evidentes.”

O meteorologista Francisco de Assis Diniz detalha que o La Niña geralmente resulta em:

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Embora esses padrões sejam comuns, a intensidade do La Niña pode variar. Chovert prevê que o fenômeno deste ano não será tão forte quanto em anos anteriores. Em 2020, 2021 e 2022, e parte de 2023, o La Niña teve impactos notáveis. Este ano, espera-se que as temperaturas no Sudeste e no Centro-Oeste fiquem ligeiramente abaixo da média, com chuvas aumentadas no Norte e Nordeste e precipitação normal no Sul.

Atualmente, as medições indicam um resfriamento de 0,3°C nas águas superficiais do Pacífico Equatorial, abaixo da média climática. Para ser classificado como La Niña, o resfriamento precisa ser de pelo menos 0,5°C. No caso do El Niño, o aquecimento deve atingir pelo menos 0,5°C.

No momento, o clima está em uma fase de neutralidade, e um La Niña moderado é esperado para o final deste ano e início do próximo. O fenômeno pode ser afetado por condições como ilhas de calor nos oceanos e o aquecimento global, que podem dificultar o resfriamento necessário para um La Niña mais intenso.

A confirmação do La Niña leva tempo, pois os pesquisadores monitoram períodos mais longos e consideram que os efeitos na superfície terrestre não são imediatos. Chovert ressalta que o La Niña deve perder força no primeiro trimestre de 2025, com uma possível transição para uma fase de neutralidade no segundo trimestre.

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