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Operação Última Milha: espionagem ilegal no governo Bolsonaro monitora 22 pessoas, incluindo ministros do STF e parlamentares

Por Redação 12/07/2024 08:13 Atualizado em 12/07/2024 08:13
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira (11) a operação Última Milha, que investiga uma suposta espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Conhecido como “Abin Paralela”, o esquema teria monitorado ilegalmente 22 pessoas, incluindo figuras políticas proeminentes e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Segundo as investigações, o grupo monitorado era composto por:

O monitoramento teria ocorrido principalmente em 2021, com parte se estendendo até 2022.

Entre os ministros do STF supostamente monitorados estão Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Luís Fux. Alexandre de Moraes, que na época era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já havia sido apontado como alvo em outros inquéritos relacionados a tentativas de golpe de estado.

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No Poder Executivo, o ex-governador de São Paulo, João Doria, teria sido alvo da espionagem, assim como servidores do IBAMA e da Receita Federal.

A lista de parlamentares monitorados inclui figuras de destaque como:

Também chama atenção a presença de três figuras centrais da CPI da Covid-19: Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). Estes senadores tiveram papel crucial na investigação da condução da pandemia pelo governo Bolsonaro, o que pode indicar uma possível motivação política para o monitoramento.

A operação Última Milha lança luz sobre um suposto aparelhamento da inteligência estatal para fins políticos, levantando sérias questões sobre o uso indevido de recursos públicos e a violação de direitos constitucionais durante o último governo. As investigações seguem em curso para determinar a extensão e as ramificações deste esquema de espionagem ilegal.

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