Início / Versão completa
Cotidiano

Campanha alerta sobre perigo de nódulos no pescoço, axilas e virilha

Por Redação 21/08/2024 08:25 Atualizado em 21/08/2024 08:25
Publicidade

O linfoma, um dos dez tipos de câncer mais comuns no Brasil, deve registrar cerca de 15.120 novos casos em 2024. Se não tratado, o linfoma pode progredir rapidamente, levando a sintomas como febre, suor noturno e perda de peso súbita. A campanha Agosto Verde-Claro, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), busca conscientizar a população sobre os sinais precoces deste câncer no sangue, destacando a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de recuperação e cura.

Publicidade

O principal sinal de alerta para o linfoma é o aparecimento de nódulos indolores em regiões como o pescoço, virilhas e axilas. A hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, enfatiza que é essencial diferenciar esses nódulos de infecções comuns. “Se o nódulo cresce de forma espontânea e progressiva, sem estar associado a uma infecção, e se houver sintomas como febre e perda de peso, é crucial procurar um oncologista”, explica Renata.

Nos últimos anos, o tratamento do linfoma avançou significativamente. Em 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Epcoritamabe, um anticorpo biespecífico inovador, para o tratamento do linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário. Este tipo de linfoma é o subtipo mais comum dos linfomas não Hodgkin, responsável por 30% dos casos. A nova terapia direciona as células T do sistema imunológico para atacar as células cancerígenas, oferecendo uma nova esperança para pacientes que não respondem a tratamentos tradicionais.

O linfoma é um grupo de tumores que se desenvolvem nos gânglios linfáticos (linfonodos) a partir das células brancas do sangue (linfócitos). Ele é classificado em dois tipos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. O linfoma de Hodgkin, que responde por cerca de 20% dos casos, afeta principalmente jovens entre 15 e 25 anos e idosos acima de 75 anos, e é associado a um bom prognóstico e alta taxa de cura. Já o linfoma não Hodgkin abrange cerca de 50 subtipos diferentes, sendo mais frequente à medida que a pessoa envelhece.

Publicidade

Os linfomas podem ser classificados como agressivos, necessitando de tratamento imediato, ou indolentes, que se desenvolvem mais lentamente e requerem acompanhamento médico regular. As opções de tratamento variam de quimioterapia e radioterapia a imunoterapia, transplante de células-tronco, e a terapia celular CAR-T-cell.

A campanha Agosto Verde-Claro visa, portanto, aumentar a conscientização sobre o linfoma e incentivar a população a buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado, para garantir maiores chances de recuperação.

Via Agência Brasil.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.