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Ibama autoriza contratação de brigadistas federais para combater queimadas em três municípios do Acre

Por Redação 28/08/2024 15:42 Atualizado em 28/08/2024 15:42
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Brigadistas deverão atuar no combate às queimadas no interior do Acre — Foto: CBMAC

Uma portaria publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza a contratação de brigadistas federais para combater as queimadas em pelo menos três municípios do Acre. A decisão, divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27), prevê a formação de uma guarnição composta por um chefe de brigada, dois chefes de esquadrão e doze brigadistas.

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As brigadas serão destinadas aos municípios de Feijó, que atualmente concentra o maior número de focos de incêndio, além de Sena Madureira e Brasiléia. A contratação será realizada por meio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo). Além disso, a portaria, assinada pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, também inclui a contratação de um supervisor brigadista para o Prevfogo no estado do Acre.

Agravamento das queimadas no Acre

O Acre enfrenta um agravamento significativo nas queimadas em agosto deste ano. Até a manhã desta quarta-feira (28), o estado já registrava 1.540 focos de incêndio, superando todos os índices dos meses anteriores. Esse número já ultrapassou o total de focos registrados em agosto de 2023, que foi de 1.388.

Um boletim da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) revelou que, entre os dias 11 e 17 de agosto, a qualidade do ar variou de boa a muito ruim nas regiões do Alto e Baixo Acre e Purus. Nas regiões de Tarauacá/Envira e Juruá, a concentração de partículas variou de boa a moderada. Os municípios de Rio Branco, Bujari, Porto Acre, Xapuri, Assis Brasil, Brasiléia, Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus tiveram médias diárias de poluição acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 15 μg/m³.

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Até o final de agosto, o número total de queimadas detectadas em 2024 já representava pouco mais de 31% do total registrado em 2023, que foi de 6.562 focos. A situação reflete a urgência das medidas adotadas pelo Ibama para enfrentar a crise ambiental que se intensifica no estado.

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