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POLICIAL

Operação Expurgare da PF desmantela esquema criminoso e retira quase R$ 1 bilhão de ativos

Por Cris Menezes 09/12/2024 08:57 Atualizado em 09/12/2024 08:57
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Na manhã desta segunda-feira (9/12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Expurgare, em uma ação simultânea nos estados do Amazonas, Pernambuco e Rondônia, para desmantelar uma organização criminosa que operava no setor ambiental. A operação é a terceira fase da investigação, que começou com a Operação Greenwashing.

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A nova etapa revelou que membros da organização criminosa ocupavam cargos estratégicos e de direção no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). Esses servidores eram responsáveis por facilitar práticas ilegais, como a emissão de licenças ambientais fraudulentas, suspensão de multas e autorizações para desmatamento ilegal.

Os envolvidos já haviam sido indiciados em 2019, durante a Operação Arquimedes, que investigou crimes semelhantes. Agora, mandados de busca, apreensão e prisão preventiva estão sendo cumpridos, com ordens expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de Manaus, visando o desmantelamento do esquema criminoso.

A Operação Greenwashing, que revelou um esquema de fraudes fundiárias com mais de uma década de duração, investigou a duplicação e falsificação de títulos de propriedade, o que resultou na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas. Entre 2016 e 2018, a organização expandiu suas atividades, reutilizando títulos falsificados e inserindo dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), com a colaboração de servidores públicos.

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Nos últimos três anos, as atividades criminosas do grupo se expandiram ainda mais, atingindo regiões como Apuí e Nova Aripuanã, no Amazonas. Através dessas ações, foi possível desarticular financeiramente a organização, resultando na descapitalização de quase R$ 1 bilhão.

A Polícia Federal destacou a importância de operações como a Expurgare no combate à corrupção, proteção ao meio ambiente e responsabilização dos envolvidos em crimes ambientais. A PF também reforçou o canal para denúncias anônimas, garantindo sigilo e proteção para os denunciantes.

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