Início / Versão completa
Cotidiano

Apostas online podem causar prejuízo de R$ 1,3 bilhão à economia do Acre, aponta estudo

Por Cris Menezes 24/01/2025 07:36 Atualizado em 24/01/2025 07:37
Publicidade

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alerta sobre o impacto econômico causado pelos gastos com apostas online, como o “Jogo do Tigrinho”. Recursos que poderiam ser destinados a bens e serviços estão sendo redirecionados para jogos de azar, resultando em prejuízos significativos para o estado.

Publicidade

Os gastos com apostas online e cassinos virtuais podem gerar perdas econômicas de até R$ 1,3 bilhão no Acre, segundo uma estimativa da CNC divulgada em 16 de janeiro.

O levantamento mostra que, em 2024, cerca de R$ 240 bilhões foram gastos com jogos de azar em todo o Brasil. Esse montante foi usado como base para calcular os impactos na demanda por bens e serviços, considerando perdas no Produto Interno Bruto (PIB), faturamento da indústria e comércio, e arrecadação de impostos.

Impacto no Acre

No estado, as perdas econômicas foram distribuídas em:

Publicidade

De acordo com o estudo, os consumidores estão redirecionando parte significativa de sua renda para apostas, o que reduz o consumo de bens essenciais e afeta diretamente o comércio varejista. “A epidemia das apostas online representa uma perda significativa para o setor. Com menos recursos destinados a itens essenciais, há uma redução na receita do varejo e no padrão de consumo das famílias”, alerta a CNC.

O levantamento também destaca que cerca de 1,8 milhão de brasileiros ficaram inadimplentes devido a gastos com jogos de azar, sendo as famílias de menor renda as mais afetadas. A maior parte das dívidas está relacionada ao uso de cartões de crédito.

“A relação entre inadimplência e apostas online é clara. Muitas pessoas comprometem uma parte significativa de sua renda com jogos, o que eleva o nível de endividamento e dificuldade financeira”, afirma o estudo.

Felipe Tavares, economista da CNC, defende uma necessidade de regulamentação mais robusta para o setor. Ele sugere, por exemplo, a autorização de cassinos financeiros, que poderia facilitar a arrecadação de impostos e oferecer maior controle.

“A dinâmica de consumo das famílias foi impactada, com recursos sendo desviados de gastos essenciais, como alimentação, educação e saúde, para apostas. Além disso, é preocupante a dificuldade de bloquear menores de idade nas plataformas online e a ausência de mecanismos para proteger jogadores compulsivos, problemas que poderiam ser mais bem administrados em cassinos físicos”, explica o economista.

A discussão sobre a regulamentação das apostas online continua sendo um ponto crítico para minimizar os impactos econômicos e sociais dessa prática.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.