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Nasce bebê de jovem com morte cerebral mantida viva por aparelhos em Mato Grosso

Por Cris Menezes 24/01/2025 12:32 Atualizado em 24/01/2025 12:32
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Na manhã desta sexta-feira (24), nasceu o bebê de Joyce Sousa Araújo, jovem de 21 anos que estava sendo mantida viva por aparelhos na Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, após ter morte cerebral decretada no dia 1º de janeiro, em decorrência de um aneurisma. O bebê, um menino, nasceu com 900 gramas e foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Com o parto realizado, os aparelhos que mantinham a mãe viva foram desligados.

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A cesárea foi acompanhada pelo pai da criança, João Matheus Silva, de 23 anos, e pelos avós paternos. Inicialmente, a previsão era de que o parto ocorresse em fevereiro, quando Joyce completaria sete meses de gestação. No entanto, uma complicação respiratória levou a equipe médica a antecipar o procedimento. O corpo de Joyce está sendo preparado para transferência ao Tocantins, estado de origem do casal.

O obstetra Pedro Luiz Silva, que acompanhou de perto o caso, explicou que o bebê é considerado um “prematuro extremo” e deve permanecer internado na UTI por semanas ou meses até atingir um desenvolvimento adequado.

Histórico do caso

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No dia 20 de dezembro de 2024, Joyce passou mal em Jaciara, a 148 km de Cuiabá, e foi levada ao hospital local. Com o agravamento do quadro, ela foi transferida para Rondonópolis e submetida a uma cirurgia de urgência. Nos dias seguintes, o inchaço do cérebro exigiu um procedimento de craniotomia para aliviar a pressão. Apesar dos esforços da equipe médica, a morte cerebral foi confirmada no dia 1º de janeiro.

Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, está sendo mantida viva por aparelhos devido à gravidez — Foto: Arquivo pessoal

O marido de Joyce, João Matheus, relatou que a jovem nunca apresentou sinais de aneurisma antes da gravidez e que as dores de cabeça surgiram apenas após a gestação. “A verdade é que eu não consigo acreditar no que está acontecendo. A pior parte é saber que as crianças vão crescer sem mãe”, lamentou.

Juntos há seis anos, Joyce e João se mudaram para Mato Grosso em busca de melhores oportunidades de trabalho, levando consigo as duas filhas, de 3 e 7 anos. João trabalha como ajudante em uma ferrovia, enquanto Joyce atuava como vendedora antes da gravidez.

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