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POLICIAL

Polícia Civil do Acre participa da operação nacional “Fake Work” e prende três suspeitos de fraude milionária

Por Cris Menezes 19/02/2025 14:12 Atualizado em 19/02/2025 14:12
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Na manhã desta quarta-feira (19), a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou a operação “Fake Work”, uma ação conjunta com as Polícias Civis de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa responsável pelo “golpe das missões”, um esquema de fraude eletrônica que movimentou cerca de R$ 93 milhões em todo o país.

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A ação resultou no cumprimento de 20 decisões judiciais, incluindo prisões preventivas e mandados de busca e apreensão em diversas cidades, entre elas Rio Branco (AC), Tarauacá (AC), São João de Meriti (RJ), Belford Roxo (RJ), São Paulo (SP) e Goiânia (GO). No Acre, três pessoas foram presas por participação direta no esquema.

O golpe das missões: como funcionava?

As investigações começaram após uma vítima em Goiânia denunciar um prejuízo de R$ 109.300,00. O golpe funcionava com a promessa de ganhos fáceis por meio de tarefas online, como curtir publicações e avaliar estabelecimentos. No entanto, as vítimas eram induzidas a fazer investimentos cada vez maiores, acreditando que obteriam altos retornos financeiros, o que nunca acontecia.

Conforme as apurações, pelo menos 716 vítimas foram identificadas em todo o Brasil. Do total de R$ 93 milhões movimentados pela quadrilha, 83% dos valores foram enviados para uma empresa de fachada em Goiânia, usada para lavagem de dinheiro. Os criminosos utilizavam a técnica da “mescla”, misturando dinheiro lícito e ilícito para dificultar o rastreamento dos recursos.

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O proprietário da empresa já possuía antecedentes criminais e havia sido preso anteriormente pela Polícia Federal, acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, incluindo transações internacionais na Rússia.

Atuação da Polícia Civil do Acre

A participação da Polícia Civil do Acre foi crucial para desmantelar parte da quadrilha. O coordenador da DEIC, delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância da cooperação entre os estados para combater esse tipo de crime cibernético.

“A operação ‘Fake Work’ é um marco no combate às fraudes eletrônicas que vêm lesando milhares de brasileiros. A ação coordenada entre as Polícias Civis permitiu desarticular uma quadrilha altamente estruturada, que utilizava técnicas sofisticadas para enganar vítimas e lavar grandes quantias de dinheiro. Aqui no Acre, conseguimos prender três indivíduos diretamente envolvidos no esquema e seguimos trabalhando para identificar outros participantes e recuperar os valores desviados. O compromisso da Polícia Civil do Acre é com a proteção da sociedade e o combate rigoroso aos crimes cibernéticos”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros envolvidos e apurar se há mais vítimas no Acre. A operação “Fake Work” reforça o compromisso das forças de segurança no combate a fraudes financeiras e crimes digitais, garantindo maior proteção para a população.

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