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ACRE

Ministério Público acompanha caso de mulher linchada após boato falso em Rio Branco

Por Cris Menezes 26/03/2025 14:16 Atualizado em 26/03/2025 14:16
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Yara Paulino da Silva foi assassinada na tarde desta segunda-feira (24) — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Núcleo de Atendimento Psicossocial (Natera), está acompanhando o caso da mulher que foi linchada na Cidade do Povo, em Rio Branco. A vítima foi brutalmente agredida após ser acusada, sem provas, de ter matado a própria filha de dois meses. No entanto, as investigações da Polícia Civil confirmaram que a ossada encontrada no local era, na verdade, de um animal.

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Diante da gravidade do caso, o MPAC adotou medidas para garantir o acolhimento das duas crianças da vítima, que agora estão sob a guarda da tia materna. Psicólogos e assistentes sociais foram mobilizados para prestar suporte emocional e garantir o acompanhamento contínuo das crianças e da família.

Além do apoio psicológico, o MPAC encaminhou a família para serviços públicos essenciais, incluindo a regularização da documentação de uma das crianças e a articulação com a rede de Assistência Social, visando garantir suporte a longo prazo.

O promotor de Justiça Thalles Ferreira, coordenador adjunto do CAV e titular da Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e da Cidadania, destacou a importância dessas ações e alertou sobre os riscos da desinformação.

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“Esse caso é um alerta para os perigos das fake news. Uma pessoa perdeu a vida, possivelmente, por conta de mentiras espalhadas na comunidade. O MPAC não tolera justiça com as próprias mãos e discursos de ódio. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, e cabe à Justiça apurar os fatos dentro da legalidade”, afirmou.

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