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Mulher é presa por engano ao denunciar agressão do marido no RJ

Por Cris Menezes 19/03/2025 08:43 Atualizado em 19/03/2025 08:43
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O que era para ser um pedido de ajuda acabou se tornando um pesadelo para Débora Cristina da Silva Damasceno, de 42 anos. No último domingo (16), ao procurar a delegacia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, para denunciar o marido por agressão e solicitar medidas protetivas, Débora foi presa injustamente.

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Ela passou três dias na cadeia até ser liberada nesta terça-feira (18), quando a Justiça reconheceu o erro. A confusão aconteceu porque seu nome foi equivocadamente associado a um mandado de prisão por tráfico de drogas expedido em Minas Gerais – estado para onde Débora nunca viajou.

Erro de identidade levou à prisão indevida

Os policiais verificaram o nome da vítima no sistema e encontraram um mandado de prisão contra uma mulher chamada Débora Cristina Damasceno. No entanto, a procurada era oito anos mais jovem, não tinha o sobrenome “da Silva”, e a ordem de prisão havia sido expedida em Belo Horizonte (MG).

Mesmo com as diferenças, Débora foi algemada e levada para a prisão. Na delegacia, sua família tentou argumentar sobre o erro, apontando que os dados pessoais e o endereço não coincidiam com os da verdadeira foragida, mas não foram ouvidos.

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“Ninguém espera ir à delegacia para denunciar uma agressão e acabar presa. Foi apavorante.” — Débora Cristina da Silva Damasceno

Seu filho, Fabrício Damasceno, expressou revolta diante da situação:

“Estou sentindo uma tristeza forte, muita saudade da minha mãe e indignação com a Justiça.”

Justiça reconhece erro e ordena libertação

Na audiência de custódia, o juiz Alex Quaresma Ravache identificou o equívoco e ordenou a libertação da mulher. A Justiça de Minas Gerais reconheceu que houve um erro na inclusão do sobrenome “da Silva” no mandado de prisão da outra Débora e expediu uma certidão para corrigir a falha.

Mesmo assim, devido a questões burocráticas, Débora só foi solta na noite de terça-feira (18), após três dias presa injustamente.

Órgãos envolvidos minimizam erro

🔹 Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afirmou apenas que houve um “equívoco no mandado de prisão”.
🔹 Polícia Civil do Rio de Janeiro declarou que apenas cumpriu a ordem judicial disponível no sistema.

Enquanto isso, sobre a agressão sofrida por Débora, a Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que as medidas protetivas foram solicitadas.

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