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MUNDO

Trump anunciam tarifa de 25% para países que comprarem petróleo da Venezuela

Por Cris Menezes 24/03/2025 16:39 Atualizado em 24/03/2025 16:39
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Imagem: Carlos Barria/REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) uma tarifa de 25% sobre qualquer produto comercializado com os EUA por países que comprarem petróleo ou gás da Venezuela. A medida entrará em vigor a partir de 2 de abril.

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Em publicação nas redes sociais, Trump justificou a decisão citando a suposta entrada de criminosos venezuelanos nos EUA. “A Venezuela enviou propositalmente e de forma enganosa dezenas de milhares de criminosos de alto escalão, muitos dos quais são assassinos e pessoas extremamente violentas”, afirmou o presidente.

Washington acusa Caracas de facilitar a entrada de membros da facção Tren de Aragua nos EUA. Há pouco mais de uma semana, o governo Trump deportou 238 venezuelanos para El Salvador sob essa acusação. No entanto, advogados e familiares dos deportados alegam que as acusações são injustas e têm como objetivo facilitar expulsões em massa.

Sanções e impactos econômicos

A Venezuela já enfrenta diversas sanções econômicas impostas pelos EUA desde o primeiro governo Trump (2017-2019). Em fevereiro, Trump revogou uma autorização que permitia à petroleira Chevron atuar no país. Apesar disso, o Departamento do Tesouro norte-americano prorrogou nesta segunda-feira (24) a licença da empresa até 27 de maio.

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Especialistas avaliam que a nova tarifa pode ser de difícil aplicação. Francisco Rodríguez, professor da Universidade de Denver, questiona se os EUA realmente poderão impor a tarifa a países como a Espanha caso empresas como a Repsol comprem petróleo venezuelano.

Rodríguez também destacou que a medida pode acabar beneficiando as exportações da Venezuela para os EUA, caso as licenças da Chevron continuem sendo renovadas. “Vale lembrar que muitas dessas licenças são emitidas por períodos curtos e renovadas rotineiramente”, afirmou.

Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou sobre a decisão dos EUA.

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