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REGIÃO

​Barco hospital afunda no rio Mamoré e deixa comunidades ribeirinhas desassistidas em Rondônia

Por Queren Ramos 30/04/2025 20:05
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Na madrugada desta quarta-feira (30), por volta das 2h40, o barco hospital Walter Bártolo, do governo de Rondônia, afundou nas águas do rio Mamoré, em Guajará-Mirim. A embarcação, que prestava serviços de saúde a comunidades ribeirinhas e indígenas das bacias dos rios Mamoré e Guaporé, sofreu uma rachadura no casco, levando à entrada de água e, consequentemente, ao seu naufrágio. Felizmente, não houve vítimas, mas o incidente deixou milhares de pessoas sem acesso a atendimentos médicos essenciais.

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Testemunhas relataram ter visto boias salva-vidas, geladeiras e outros objetos da embarcação flutuando na região do naufrágio. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que todas as licenças, laudos e manutenções da embarcação estavam em dia. A Marinha do Brasil e a Polícia Militar foram acionadas e estão conduzindo as investigações para apurar as causas do ocorrido.

O barco hospital Walter Bártolo entrou em operação em 2016, durante a gestão do ex-governador Confúcio Moura, com o objetivo de levar atendimentos médicos, exames laboratoriais, vacinação e serviços odontológicos a comunidades ribeirinhas e indígenas em áreas de difícil acesso. A embarcação era equipada com internet de qualidade, ambulanchas de apoio e remoções, sendo um centro de saúde flutuante completo e bem estruturado.

A embarcação também desempenhava um papel importante na integração bilateral com comunidades bolivianas, promovendo ações conjuntas de saúde e solidariedade entre os povos da fronteira. O projeto contou com o apoio do governo boliviano, que colaborava com profissionais de saúde, insumos e combustível.

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A perda do barco hospital representa um duro golpe para as comunidades ribeirinhas e indígenas da região, que dependiam dos serviços prestados pela embarcação para acesso a cuidados médicos básicos. A Sesau informou que está tomando as providências necessárias para minimizar os impactos do incidente e retomar os atendimentos o mais breve possível.

Em nota oficial, a Sesau esclareceu que o incidente não deixou vítimas e que a embarcação havia retornado, há dois dias, de uma missão realizada em parceria com a Prefeitura de Guajará-Mirim. A Secretaria reforçou seu compromisso com a transparência e a segurança das operações e manterá a população informada sobre os desdobramentos do caso.

O naufrágio do barco hospital Walter Bártolo evidencia a importância de investimentos contínuos na manutenção e modernização das estruturas de saúde fluviais, essenciais para garantir o acesso a serviços médicos em regiões remotas da Amazônia. A situação também destaca a necessidade de políticas públicas eficazes e sustentáveis para atender às demandas das populações ribeirinhas e indígenas, que enfrentam desafios significativos para obter cuidados de saúde adequados.

Enquanto as investigações seguem, as comunidades afetadas aguardam soluções rápidas e eficazes para restabelecer os serviços de saúde interrompidos. A solidariedade e o apoio das autoridades e da sociedade civil serão fundamentais para superar este momento difícil e garantir que os direitos à saúde e à dignidade das populações ribeirinhas e indígenas sejam respeitados e assegurados.

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