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BRASIL

IR 2025: como declarar previdência privada e pensão alimentícia

Por Cris Menezes 26/04/2025 08:41 Atualizado em 26/04/2025 08:41
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Se você tem imposto a pagar, investir em previdência privada pode ajudar a reduzir a cobrança na hora de declarar. Segundo a Receita Federal, até 12% dos rendimentos de 2024 podem ser abatidos por essa modalidade, mas é preciso atenção a alguns detalhes.

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O principal é o tipo de plano escolhido: para garantir dedução, é necessário ter um PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

Diferença entre PGBL e VGBL

O professor Eduardo Linhares, da Universidade Federal do Ceará, explica que no PGBL as contribuições podem ser deduzidas do imposto, mas, no resgate, o tributo incide sobre o valor total (contribuições + rendimentos). Já o VGBL não permite dedução no IR, mas o imposto na retirada incide apenas sobre os rendimentos.

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A escolha do tipo de plano também depende do perfil do contribuinte, como explica Marco Aurélio Pitta, professor da Universidade Positivo:

Como declarar no programa do IR

Importante: para deduzir o PGBL, o plano precisa ter sido contratado entre 1º e 31 de dezembro de 2024. Contratações em 2025 só poderão ser usadas na declaração de 2026.

Declaração de pensão alimentícia

Todo pagamento de pensão alimentícia determinado judicialmente ou por escritura pública é dedutível no IR. Deve ser informado na ficha “Pagamentos Efetuados” (código 30), com o nome completo e CPF do beneficiário.

Eduardo Linhares alerta: despesas médicas ou educacionais pagas em nome do beneficiário devem ser declaradas separadamente, nas fichas específicas, e não como pensão.

Quem recebe pensão também deve declará-la. Desde 2022, esses valores são considerados “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. É necessário informar o CPF de quem pagou e o valor total recebido.

Em caso de menores de idade, o responsável legal pode optar por fazer uma declaração separada em nome da criança ou incluí-la como dependente em sua própria declaração.

Atenção para não cair na malha fina

Alessandro Pereira Alves, professor da UFRRJ, reforça a importância de ter documentos que comprovem os pagamentos.

Fake news sobre aumento da alíquota do IR

Circula nas redes uma mensagem falsa afirmando que a alíquota do IR subiu para 35%. Segundo o auditor-fiscal José Carlos Fonseca, isso não aconteceu. A alíquota máxima no Brasil continua sendo de 27,5%, e qualquer mudança exigiria aprovação no Congresso.

O advogado tributarista Francisco Leocádio lembra que há apenas um projeto de lei para taxação progressiva de super ricos, mas sem relação com a suposta elevação a 35%.

Resumo: não houve aumento na alíquota do Imposto de Renda.

Via Agência Brasil.

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