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Morre aos 74 anos a cantora e compositora Cristina Buarque, referência no samba e irmã de Chico Buarque

Por Cris Menezes 21/04/2025 09:06 Atualizado em 21/04/2025 09:06
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A cantora e compositora Cristina Buarque faleceu neste domingo (20), aos 74 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas por um câncer. A morte foi confirmada por seu filho, Zeca Ferreira, em publicação nas redes sociais.

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Discreta e avessa aos holofotes, Cristina construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao samba tradicional. Conhecida como “Chefia” entre os sambistas, era considerada uma verdadeira enciclopédia do gênero, colecionando parcerias, resgates históricos e gravações de grandes mestres da música popular brasileira.

Filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia Buarque de Hollanda, Cristina estreou nos palcos em 1967, ao lado do compositor Paulo Vanzolini, interpretando “Chorava no meio da rua” no álbum Onze sambas e uma capoeira. No ano seguinte, dividiu os vocais com seu irmão Chico Buarque na canção “Sem fantasia”, lançada no terceiro disco do cantor.

O primeiro álbum solo veio em 1974, com um repertório focado nos grandes nomes do samba, como Cartola, Noel Rosa, Manacéa, Ismael Silva e Dona Ivone Lara. Com ele, Cristina conquistou reconhecimento nacional ao interpretar a música “Quantas Lágrimas”.

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Sua discografia seguiu marcada pela fidelidade ao samba de raiz, com álbuns como Arrebém (1978), Vejo amanhecer (1980), Cristina (1981) e Resgate (1994). Em 1995, passou a usar oficialmente o sobrenome “Buarque” em sua identidade artística, embora já fosse amplamente reconhecida por sua independência e mérito musical, sem se apoiar no prestígio do irmão.

Cristina também influenciou novas gerações de cantoras, como Marisa Monte e Mônica Salmaso. Um exemplo dessa influência foi a regravação de “Esta Melodia” por Marisa Monte no disco Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão (1994), canção que Cristina havia gravado 20 anos antes no LP Prato e faca.

Além da carreira musical, Cristina era admirada por sua dedicação à memória do samba e ao legado dos grandes compositores brasileiros, mantendo viva a tradição do gênero com autenticidade e sensibilidade.

Com informações do Metrópoles e do g1.

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