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Saúde do Acre celebra o 100º transplante de fígado e reforça compromisso com a vida

Por Cris Menezes 24/04/2025 16:18 Atualizado em 24/04/2025 16:18
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O governo do Acre, por meio da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) e da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), atingiu um feito histórico nesta semana: a realização do centésimo transplante de fígado no estado. O procedimento, realizado em Rio Branco, marcou a preservação de muitas vidas ao longo dos anos e é resultado dos investimentos da gestão estadual para manter uma rede pública de saúde capaz de oferecer procedimentos de alta complexidade à população.

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“Quando investimos em saúde com responsabilidade e compromisso, os resultados aparecem — e salvam vidas. Esse marco mostra que o Acre está preparado para oferecer tratamentos complexos, com qualidade e dignidade, bem aqui, perto de casa. Seguiremos trabalhando para garantir ainda mais acesso e esperança a quem mais precisa”, destacou o governador do Acre, Gladson Camelí.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, reforça esse compromisso: “Essa é mais uma confirmação de que o Acre tem capacidade técnica, estrutura e, principalmente, profissionais comprometidos com a vida. Investimos de forma planejada na manutenção de habilitações, ampliação de atendimentos e capacitação das nossas equipes, para que cada acreano que precisar de um transplante tenha a chance de ser atendido, sem precisar sair do estado”.

Presente no centro cirúrgico durante o 100º transplante, a presidente da Fundhacre, Soron Steiner, destacou a importância da doação de órgãos e o papel ativo da instituição na continuidade desse trabalho. “Nossa equipe esteve posicionada no centro cirúrgico durante todo o processo de recebimento do centésimo fígado para salvar mais uma vida. A Fundhacre segue com a sua missão de salvar vidas e buscando mais habilitações com o Ministério da Saúde”, disse.

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À frente da Fundhacre, Soron Steiner acompanhou pessoalmente o marco histórico. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Responsável técnico pelas cirurgias de transplante de fígado, o médico Tércio Genzini celebrou a conquista com gratidão e orgulho. “O que parecia impossível está acontecendo. Dizem que o impossível é a especialidade de Deus, que, tenho certeza, sempre esteve com a gente nesse caminho. No começo era muito questionável fazer transplante no Acre, mas a necessidade era evidente diante de tantas hepatopatias”, destacou.

O cirurgião ainda relembrou o início do projeto e a união da equipe multidisciplinar para torná-lo viável: “Foi se construindo um projeto e o transplante se tornou uma realidade. Hoje, temos um sucesso aqui, comparável aos dos melhores centros do país. Fazer cem transplantes no Acre é como fazer mil num centro do Sudeste. Isso é grandioso”.

Responsável pelo primeiro e pelo centésimo transplante, Tércio Genzini é especialista em cirurgias de fígado. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Do pioneirismo à consolidação: o primeiro transplante hepático no Acre

O primeiro transplante hepático realizado no estado foi realizado também em abril, há 11 anos, sendo o primeiro da Região Norte promovido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente, Lúcio César Nepomuceno, relembra com emoção os dias que antecederam e sucederam o procedimento. “Senti esperança e gratidão, mas também medo e insegurança por ser o primeiro. Confiei em Deus, na equipe médica e no apoio da família para enfrentar o desafio com coragem”, afirmou.

Há 11 anos, Lúcio César Nepomuceno foi o primeiro a passar pelo transplante hepático no SUS da Região Norte. Foto: cedida

Em 2013, Lúcio César recebeu o diagnóstico de cirrose hepática e foi avaliado que somente um transplante hepático salvaria sua vida. Cerca de um ano depois, recebeu a notícia de que havia um doador compatível no Acre e que poderia fazer a cirurgia sem se deslocar do estado. Hoje, vive com saúde e plenitude ao lado da família.

Primeiro transplantado do Acre, Lúcio César Nepomuceno: “Fico feliz e emocionado ao ver que cem pessoas tiveram a chance de uma nova vida com o transplante”. Foto: cedida

“O transplante trouxe uma nova vida para mim. Inclusive foi a primeira frase que falei após o transplante: ‘Nasci de novo’. Fico feliz e emocionado ao ver que cem pessoas tiveram a chance de uma nova vida com o transplante. É gratificante saber que esse tratamento avançou no Acre e está ajudando tanta gente”, completou o paciente, que segue recebendo cuidados regulares da equipe da Fundhacre.

Ambulatório de transplantes oferece acompanhamento contínuo e especializado. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Referência regional em procedimentos de alta complexidade

Além dos transplantes de fígado, a Fundhacre é referência regional em transplantes de rim e córnea e está em fase de preparação para realizar o primeiro transplante de tecido ósseo, mantendo ainda o funcionamento contínuo do ambulatório do Serviço de Transplantes, que acompanha de perto todos os pacientes transplantados no estado, oferecendo o suporte clínico necessário para a manutenção da saúde após o procedimento.

Com informações Agência de Noticias Acre

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