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POLITICA

Câmara aprova 18 novas cadeiras porque privilégio nunca é demais – mesmo para quem diz que o país não aguenta aumentar o salário mínimo

Por Cris Menezes 07/05/2025 09:06
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Enquanto o brasileiro luta por melhores condições de trabalho, como o fim da escala 6×1 e a tão prometida isenção no imposto de renda, a prioridade dos deputados parece ser outra: aumentar o próprio número de cadeiras. Nesta terça-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que amplia de 513 para 531 o número de parlamentares, criando 18 novas vagas ao custo de R$ 64,6 milhões por ano aos cofres públicos.

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A justificativa oficial é que a medida visa ajustar a representatividade dos estados que tiveram crescimento populacional no último Censo, como prevê a Constituição. No entanto, para muitos, a decisão soa como mais uma oportunidade para manter os privilégios da classe política, enquanto o cidadão comum segue arcando com a conta.

Os mesmos deputados que dizem que o país não aguenta aumentar o salário mínimo ou reduzir a jornada de trabalho agora querem mais vagas na Câmara, ignorando que cada cadeira extra significa mais verba, mais assessores e mais benefícios. A lógica parece simples: quando o assunto é aumentar os próprios espaços de poder, as contas fecham com facilidade.

O projeto agora segue para o Senado, onde precisará ser aprovado para virar lei. Até lá, a pergunta que fica é: quem, de fato, vai pagar por essa “ampliação democrática”?

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