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BRASIL

Casos de gripe aviária podem fazer Brasil perder R$ 1,6 bilhão por mês em exportações de frango

Por Cris Menezes 19/05/2025 09:31 Atualizado em 19/05/2025 09:32
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O Brasil detectou o primeiro foco de gripe aviária em uma granja de aves comerciais • Foto: Agência Brasil

Com a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma criação comercial no Brasil, nove países e a União Europeia suspenderam temporariamente as compras de carne de frango brasileira, o que pode causar um prejuízo mensal superior a R$ 1,6 bilhão ao setor.

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Entre os países que interromperam totalmente as importações estão Argentina, África do Sul, Canadá, China, Chile, Coreia do Sul, México, Uruguai e os membros da União Europeia. O Japão, por sua vez, adotou a suspensão apenas para produtos oriundos do município de Montenegro (RS), onde o foco foi identificado, graças a um acordo de regionalização firmado com o Brasil.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, somente em abril as exportações para os países que agora impuseram restrições somaram mais de US$ 280 milhões. Veja os valores por país:

  • China – US$ 127,1 milhões

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  • México – US$ 44 milhões

  • União Europeia – US$ 35,3 milhões

  • Coreia do Sul – US$ 33,3 milhões

  • Chile – US$ 18 milhões

  • África do Sul – US$ 15,3 milhões

  • Argentina – US$ 5,4 milhões

  • Canadá – US$ 4 milhões

  • Uruguai – US$ 324,8 mil

Apesar do impacto imediato, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acredita que as suspensões devem ser revertidas em até 60 dias. O trabalho de contenção foi considerado ágil e eficaz, sendo elogiado até mesmo pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (PP-PR), que vinha mantendo distanciamento do atual ministro Carlos Fávaro.

Segundo o Mapa, todas as medidas previstas no plano de contingência estão sendo rigorosamente executadas. Na zona de emergência, quase todas as propriedades já foram vistoriadas, com apenas uma suspeita sendo registrada — sem consequências comerciais.

Alguns países com acordos que permitem suspensões regionais, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Filipinas, ainda não se manifestaram oficialmente. Com isso, as exportações para esses mercados, considerados estratégicos, seguem normalmente.

Informações via CNN Brasil.

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