Fraude no INSS: quase 1,5 milhão já pediram reembolso de descontos indevidos
Por Cris Menezes17/05/2025 20:08Atualizado em 17/05/2025 20:08
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• Joédson Alves/Agência Brasil
• Joédson Alves/Agência Brasil
O número de aposentados e pensionistas que solicitaram reembolso por descontos não autorizados nos benefícios do INSS já se aproxima de 1,5 milhão. Apenas nas últimas 24 horas, mais de 122 mil pessoas entraram com o pedido de devolução.
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De acordo com o balanço divulgado neste sábado (17) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o total de solicitações chegou a 1.467.933. Na sexta-feira (16), eram 1.345.817 pedidos registrados. Desde quarta-feira (14), quando o sistema foi aberto, 41 entidades foram questionadas por possíveis cobranças irregulares. Do total de beneficiários que fizeram a consulta, apenas 27 mil confirmaram ter autorizado os descontos.
Desde o início da operação, aposentados e pensionistas que identificarem descontos suspeitos podem solicitar o ressarcimento por meio do aplicativo Meu INSS ou pela Central de Atendimento 135.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, o app pode apresentar instabilidades devido ao alto número de acessos, mas os usuários devem manter a calma e insistir na tentativa.
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Assim que a solicitação é feita, o próprio sistema envia um aviso à associação ou sindicato responsável pelo desconto, informando que o beneficiário contesta a cobrança. A entidade então tem 15 dias úteis para apresentar provas de autorização. Se não conseguir comprovar, terá mais 15 dias para devolver o valor ao INSS.
A devolução não será feita diretamente na conta bancária dos beneficiários, como forma de proteger os dados e evitar novos golpes. O dinheiro será restituído ao INSS, que ficará responsável por repassar o valor aos aposentados e pensionistas prejudicados.
De acordo com investigações, algumas associações teriam aproveitado períodos de agências fechadas para aplicar os golpes, incluindo aposentados como associados sem autorização e passando a fazer descontos mensais em folha.
O caso chamou atenção e gerou pressão sobre o governo, que estuda soluções para minimizar o impacto e evitar que novas fraudes ocorram. Também há a possibilidade de o Tesouro Nacional ser acionado para cobrir parte dos custos com os reembolsos.
O escândalo reforça a importância de maior fiscalização sobre as entidades conveniadas ao INSS e o fortalecimento das medidas de proteção aos beneficiários.
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