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BRASIL

Governo garante que gripe aviária não deve afetar preço do frango no Brasil

Por Cris Menezes 20/05/2025 08:38 Atualizado em 20/05/2025 08:38
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© Lula Marques/ Agência Brasil/ARQUIVO

Apesar da gripe aviária ter causado a suspensão das exportações de carne de frango para 17 mercados, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (19) que não há expectativa de aumento significativo nos preços do produto no Brasil.

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Segundo o ministro, os focos registrados no Rio Grande do Sul estão sob controle e devem causar apenas variações pontuais no mercado. “Pode haver um excesso de oferta por 10 ou 15 dias, mas rapidamente o cenário se ajusta com a retomada gradual das exportações. A produção para o mercado interno, que já absorve 70% do total, também ajuda a manter a estabilidade nos preços”, disse Fávaro em coletiva.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e vendeu 5,2 milhões de toneladas para 151 países em 2024, movimentando US$ 9,9 bilhões. Os principais compradores incluem China, Japão, Arábia Saudita e União Europeia. Os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por 78% das exportações.

Atualmente, o país possui dois focos confirmados da doença: em uma granja comercial em Montenegro (RS) e no zoológico de Sapucaia do Sul, ambos na região metropolitana de Porto Alegre. Outros sete casos suspeitos estão sob investigação em estados como Tocantins, Santa Catarina e no próprio Rio Grande do Sul. Casos em Mato Grosso, Sergipe e Ceará já foram descartados.

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O governo federal aguarda um período de 28 dias sem novos registros para fazer uma autodeclaração de controle à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que pode ajudar na retomada das exportações. “A experiência com a doença de Newscastle mostrou que os preços não caem drasticamente. Estamos confiantes na contenção dos focos e na resposta dos mercados”, explicou Fávaro.

Até o momento, 17 mercados suspenderam temporariamente a importação de carne de frango brasileira, sendo sete por decisão direta (como México, Coreia do Sul e Chile) e outros dez por protocolos automáticos de sanidade, incluindo China, União Europeia e África do Sul. Outros países impuseram restrições apenas à carne proveniente do Rio Grande do Sul ou da cidade de Montenegro.

Apesar disso, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, garantiu que as restrições são localizadas. “Não há nenhum frigorífico certificado dentro do raio de 10 km dos focos, o que significa impacto zero na produção comercial.”

Mais de 17 mil aves foram sacrificadas e 70 mil ovos destruídos por conta do surto. Além disso, o governo está rastreando cerca de 30 milhões de ovos férteis distribuídos a partir da granja afetada nas últimas quatro semanas. Um dos aviários já foi desinfectado; o outro está em processo de limpeza.

O Brasil segue com um dos sistemas de defesa agropecuária mais avançados do mundo, segundo o Ministério da Agricultura. Desde 2023, mais de 2 mil investigações de casos suspeitos foram conduzidas. “Era inevitável que um dia o vírus chegasse ao nosso plantel comercial, mas o país está preparado. Nosso sistema é robusto, transparente e eficiente”, afirmou Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária.

O painel do Ministério da Agricultura com informações em tempo real sobre síndromes respiratórias e neurológicas em aves continua sendo atualizado duas vezes por dia para garantir transparência e agilidade nas ações de controle.

Via Agência Brasil.

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