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Número de divórcios cresce no Acre em 2023 e supera 1,4 mil registros, segundo IBGE

Por Cris Menezes 19/05/2025 10:34 Atualizado em 19/05/2025 10:34
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Imagem ilustrativa.

O Acre registrou 1.481 divórcios ao longo de 2023, segundo dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (16). O número representa um aumento de 28,8% em relação a 2022, quando foram contabilizados 1.149 divórcios no estado.

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Mais da metade dos registros ocorreu em Rio Branco, que somou 743 divórcios no ano passado. Entre as capitais da região Norte — desconsiderando áreas metropolitanas —, a capital acreana ficou atrás apenas de Manaus (AM), com 3.620, e Palmas (TO), com 927 casos.

Divórcios na Região Norte em 2023:

  • Acre: 1.481 (sendo 743 em Rio Branco)

  • Amazonas: 4.571 (3.620 em Manaus)

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  • Amapá: 564 (322 em Macapá)

  • Pará: 3.011 (355 em Belém)

  • Rondônia: 5.012 (1.690 em Porto Velho)

  • Roraima: 55 (10 em Boa Vista)

  • Tocantins: 2.981 (927 em Palmas)

Do total registrado no Acre, 1.015 divórcios foram consensuais, enquanto 460 ocorreram por via judicial, sendo 277 requeridos por mulheres e 183 por homens. Outros seis casos não tiveram esse dado informado.

Regime de bens nos divórcios:

  • Comunhão parcial de bens: 1.442

  • Comunhão universal: 19

  • Separação de bens: 19

  • Sem declaração: 1

Em relação ao tempo de duração dos casamentos antes da separação, a maior parte dos divórcios foi registrada entre casais que ficaram juntos de 10 a 14 anos (282 casos). Também houve um número expressivo de casamentos desfeitos após 20 anos ou mais (193) e entre 15 e 19 anos (159).

Duração do casamento antes do divórcio (exemplos):

  • Menos de 1 ano: 39

  • De 1 a 2 anos: 133

  • De 10 a 14 anos: 282

  • De 20 anos ou mais: 193


Acre lidera percentual de mães adolescentes no Brasil

O levantamento do IBGE também mostra que o Acre continua liderando o ranking nacional de nascimentos entre mães adolescentes. Em 2023, 21,4% dos nascimentos no estado foram de mães com até 19 anos — o equivalente a mais de 3 mil dos 14.147 bebês registrados.

Segundo a definição do IBGE, a adolescência vai dos 10 aos 19 anos. O percentual registrado no Acre segue estável em relação a 2022, quando o estado também ocupava a primeira posição nesse indicador.


Nascimentos no Brasil têm queda, mas Acre registra leve aumento

Enquanto o número de nascimentos caiu 12% no país em 2023, o Acre foi um dos nove estados que registraram aumento. Foram 14.147 nascidos vivos no ano, com alta de 1,6% em relação a 2022.

De acordo com o IBGE, fatores como o envelhecimento da população, a queda na taxa de fecundidade e os reflexos da pandemia contribuem para a diminuição geral no número de nascimentos no país.

Em todo o Brasil, foram registrados 2.598.289 nascimentos em 2023. Destes, 75 mil foram de anos anteriores, com cerca de 31 mil apenas na região Norte.

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