Início / Versão completa
Opinião

A fatura do Brasil – Congresso deve aprovar novo aumento de ‘Deputados’ às custas do cidadão

Por Redação 24/06/2025 14:20
Publicidade

Em plena crise econômica e social, em um país onde a inflação corrói salários e o desemprego aperta lares, senadores e deputados aceleram a votação de um projeto que infla o Congresso — e o bolso do brasileiro.

Publicidade

Na próxima quarta-feira (25), Brasília deve carimbar a aprovação de 18 novas cadeiras na Câmara dos Deputados, drenando dos cofres públicos cerca de R$ 64 a R$ 65 milhões por ano em salários, benefícios e gabinetes. Esse valor é apenas o começo: não contempla as verbas de gabinete e emendas extras, cujo impacto financeiro pode explodir ainda mais este custo já exorbitante .

E para quê? O Congresso precisa cumprir determinação do STF que exigia nova divisão proporcional de vagas com base no Censo de 2022 até 30 de junho. Poderia ter simplificado: realocar cargos de estados que encolheram populacionalmente para aqueles que cresceram. Mas não: optou-se por criar 18 cadeiras extras — benefício exclusivo para deputados, sem o menor risco de perder espaço político em seus estados.

E o que a população acha disso? Pesquisa Datafolha revela que 76% dos brasileiros são contra esse aumento — apenas 20% aprovam. O sentimento é claro: o aumento de gastos em meio à carestia soa como um tapa na cara do povo.

Publicidade

Enquanto isso, pautas cruciais como reforma tributária, PECs sociais, políticas de saúde e educação ficaram paradas, encalhadas em comissões e em meio ao jogo político. Ou alguém acha que os mesmos deputados levantariam bandeiras populistas na campanha para reformar o sistema tributário ou defender segurança pública?

Esse é o modus operandi clássico: antes da eleição, são campeões de palanque, prometem resolver tudo; depois de eleitos, ignoram o interesse público, aceleram manobras para se beneficiar, protegem seus pares e desdenham dos anseios populares. O episódio da redistribuição é um claro símbolo: eles não querem perder força política, mesmo que isso custe caro ao país.

Quem arcará com essa conta?

Você. Eu. Todos os brasileiros. Enquanto a disparidade social cresce, o Congresso inchado vira refém de deputados que visam longevidade política, não solucionar problemas reais — desemprego, saúde precária, educação estagnada, falta de infraestrutura.

É quase um mantra hipócrita: “não haverá aumento de custo, pois já está previsto no orçamento” . Ora, se estava previsto, por que adiar? Por que acelerar na véspera do prazo? Porque é jogo de sobrevivência: manter poder, mais tempo, mais dinheiro, sem perder nada. Emendas novas, mais gabinetes, mais aliados.

A verdade crua

  1. Custaremos R$ 60+ milhões anuais só para ampliar essa estrutura — e conte ainda as emendas, que podem elevar o prejuízo;

  2. A maioria da população repudia, mas os parlamentares seguem adiante;

  3. Pautas de real importância — impostos, emprego, saúde, educação — seguem em marcha lenta;

  4. Deputados e senadores priorizam a própria sobrevivência política, não o interesse nacional.

O que devemos exigir?

O Congresso acaba de mostrar que sua maior prioridade é o próprio umbigo — e não há cláusula de rescisão para a sociedade. A conta estará no seu imposto, na sua escola, no seu hospital. Cabe a nós, cidadãos, lembrar quem paga a fatura.

Por Sorriso Show
Jornalista e Editor Chefe

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.