Início / Versão completa
ACRE

Acre deixa de aplicar 71% do orçamento para meio ambiente entre 2022 e 2024

Por Queren Ramos 09/06/2025 19:11
Publicidade

Entre 2022 e 2024, o Acre deixou de aplicar 71% dos recursos previstos para a área ambiental — ou seja, apenas 29% do orçamento foi executado em ações práticas. Situação crítica diante de desafios como desmatamento, queimadas e efeitos da seca.

Publicidade

O baixo índice de execução revela falhas persistentes na política ambiental estadual. Embora o orçamento previsto seja expressivo, os recursos não chegam a operações essenciais, como fiscalização em campo, manutenção de sistemas de monitoramento e enfrentamento a ameaças ambientais.

A falta de aplicação efetiva impacta diretamente no combate a crimes ambientais. Com recursos limitados, a capacidade de monitoramento e atuação nos pontos críticos do estado fica comprometida, contribuindo para a perpetuação de queimadas ilegais e desmatamentos não controlados.

Especialistas apontam que essa discrepância entre orçamento e execução pode estar relacionada a entraves burocráticos, falta de equipes capacitadas e fragilidades na articulação interinstitucional. O resultado é um estado com intenção de investir em sustentabilidade, mas com resultados práticos aquém das demandas reais.

Publicidade

No mesmo período, outros setores amargaram situação mais favorável: emendas parlamentares para áreas diversas, por exemplo, foram totalmente executadas, contrastando com o desapontador desempenho ambiental. O Acre segue investindo em programas como combate ao desmatamento ilegal e fortalecimento de unidades indígenas, mas sem respaldo suficiente em execução orçamentária.

A realidade de recursos não aplicados ganha relevância com a crescente frequência de cheias, secas e incêndios que afetam o estado. Sem recursos efetivos, os órgãos responsáveis — como a Sema, Imac e Sepi — veem sua capacidade de reagir limitada, reduzindo a proteção às florestas, à biodiversidade e às populações tradicionais.

Neste cenário, cobra-se mais transparência e agilidade na liberação dos gastos previstos. A sociedade, inclusive por meio do legislativo, deve acompanhar de perto o cumprimento desses recursos, para que valor investido impacte diretamente na conservação ambiental e na resiliência climática do Acre.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.