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Após invasão criminosa, ICMBio consegue recuperar maioria do gado apreendido

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmou que 85 dos 355 animais apreendidos durante a Operação Suçuarana foram roubados ou perdidos após uma invasão criminosa ao frigorífico de Brasileia, na madrugada da última terça-feira (17). Segundo o órgão, o grupo arrombou cadeados, derrubou parte do muro e libertou parte do rebanho que estava sob custódia do Estado.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (20), o ICMBio informou que a maior parte dos animais foi recapturada pelas equipes de fiscalização e já teve a destinação definida: os bois estão sendo abatidos para abastecer a merenda escolar da rede pública, enquanto vacas e bezerros serão doados a projetos sociais.

A invasão ao frigorífico ocorreu em meio a uma onda de desinformação sobre os objetivos da Operação Suçuarana, que foi deflagrada em 5 de junho com base em decisões judiciais transitadas em julgado. O foco da ação é coibir a criação ilegal de gado em áreas públicas protegidas por lei.

O ICMBio destacou que os alvos da operação não são pequenos produtores, mas sim quatro particulares que ocupam duas áreas distintas de forma ilegal. Segundo o órgão, dois desses invasores já eram alvos de notificações administrativas e judiciais desde 2016, enquanto os demais vêm sendo cobrados desde 2011. Um dos envolvidos responde a outros processos na Justiça Federal por crimes ambientais na mesma região.

“Ao inflar a população local com informações falsas, os invasores cometeram uma série de crimes, culminando no ataque ao frigorífico. Durante a ação criminosa, também foram feitas ameaças de morte contra o proprietário do estabelecimento”, relatou o ICMBio.

O Instituto classificou a invasão como uma tentativa de sabotar a operação, que segue em curso e sem prazo para ser encerrada. “A Operação Suçuarana cumpre decisões judiciais firmes e legítimas. A atuação não tem como alvo agricultores familiares e sim grandes invasores que desrespeitam reiteradamente a legislação ambiental”, reforçou o órgão.

A atuação do ICMBio também busca garantir o uso responsável do patrimônio público e evitar danos permanentes à biodiversidade local. O caso segue sendo investigado, e os responsáveis pelo ataque devem responder por diversos crimes.

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