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Bolsonaro nega ter incentivado atos de 8 de janeiro: “Tem malucos que pedem AI-5, mas não fui eu”

Por Cris Menezes 10/06/2025 16:26 Atualizado em 10/06/2025 16:30
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Durante interrogatório realizado nesta terça-feira (10) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou qualquer envolvimento com os atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, não houve estímulo de sua parte para manifestações antidemocráticas, apesar de reconhecer que havia pessoas pedindo intervenção militar e um novo AI-5, mas classificou esses manifestantes como “malucos”.

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“Tem os malucos que ficam com essa ideia de AI-5, de intervenção das Forças Armadas. Os chefes das Forças Armadas jamais embarcariam nisso só porque o pessoal estava pedindo”, afirmou Bolsonaro à Primeira Turma do STF. Ele é réu em processo penal que investiga tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Ao ser questionado sobre as manifestações que contestaram o resultado das urnas, Bolsonaro declarou que gravou um vídeo pedindo a desobstrução de rodovias e negou ter alimentado a crise institucional: “Se eu quisesse o caos no Brasil, era só ficar quieto. Nós repudiamos tudo isso aí.”

O ex-presidente também afirmou que, antes de embarcar para os Estados Unidos, fez uma live na qual reforçou que não buscava confronto e negou ter incentivado atos ilegais. Disse ainda que permaneceu recluso no Palácio da Alvorada durante o período de transição. “Perdi a eleição, não convoquei ninguém para fazer protesto, nada ilegal ou até mesmo legal. Simplesmente fiquei recluso”, disse.

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Diante da pergunta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a falta de ações para desmobilizar os acampamentos em frente a quartéis, Bolsonaro alegou que evitar uma ação mais dura tinha o objetivo de prevenir algo ainda pior. “Se nós desmobilizássemos aquilo, poderiam ir para a Praça dos Três Poderes, o que seria pior ainda. Melhor que ficassem afastados.”

Bolsonaro também comentou os cartazes pedindo AI-5 em manifestações: “Alguns falavam até nisso. Quantas vezes eu perguntava para quem segurava essas faixas: ‘Você sabe o que é AI-5?’ Eles nem sabiam. Intervenção militar, isso não existe. Seria como pedir para eu cometer suicídio. Deixei o pessoal desabafar.”

Apesar de reiterar que não compactuou com os atos, Bolsonaro segue investigado por sua suposta omissão e pelo discurso que teria inflamado parte da população a contestar o processo democrático.

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