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Defesa de Cíntia Chagas reage a pedido de prisão e denuncia abuso

Por Metrópoles 17/06/2025 08:27
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A defesa de Cíntia Chagas se manifestou nesta segunda-feira (17/6) sobre o novo pedido feito pelo ex-marido da influenciadora, o deputado federal Lucas Bove (PL-SP), que tenta proibir judicialmente qualquer publicação dela mencionando as acusações de violência doméstica que envolvem o parlamentar. Na nova ação, protocolada na semana passada, o deputado também solicita a prisão preventiva da ex-esposa, caso ela descumpra a medida.

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Em nota enviada ao Metrópoles, a advogada Gabriela Manssur classificara o pedido como “descabido” e “juridicamente aberrante”. Para a equipe de defesa, trata-se de uma tentativa de silenciar a influenciadora e inverter os papéis entre vítima e agressor.

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“A pretensão de Lucas Bove de que Cíntia Chagas seja privada de sua liberdade com base em meras ilações e pela manifestação do pensamento revela-se absolutamente descabida — e juridicamente aberrante. O que se constata, com perplexidade, é o uso indevido do processo penal para fins de intimidação, em nítida tentativa de inverter os papéis entre agressor e vítima”, diz a nota.

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Antes de casar com o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), esteve em um relacionamento com o psicólogo e empresário Luiz Fernando Garcia

@cintiachagass/Instagram/Reprodução2 de 5

Cintia Chagas

Divulgação3 de 5

Cíntia Chagas

@cintiachagass/Instagram/Reprodução4 de 5

Cíntia Chagas é influencer e professora de português

Castella Studio/@cintiachagass/Instagram/Reprodução5 de 5

Cíntia Chagas teria proposto a multa de R$ 1 milhão para quebra da confidencialidade

@cintiachagass/Instagram/Reprodução

“Trata-se de mais um capítulo da revitimização processual, em que se busca colocar no banco dos réus a mulher que teve coragem de denunciar, enquanto o verdadeiro investigado tenta, por vias tortas, se esquivar das imputações que contra si recaem. É inadmissível que o sistema de justiça se preste a esse tipo de manipulação, sob pena de se transformar em instrumento de perpetuação da violência de gênero”, completa a defesa.

O caso teve início em setembro do ano passado, quando Cíntia registrou um boletim de ocorrência contra Bove, acusando-o de violência física e psicológica. O deputado nega as acusações, e a investigação segue em sigilo.

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