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Mauro Cid diz que Bolsonaro leu minuta do golpe e sugeriu mudanças no texto

Por Cris Menezes 09/06/2025 16:11 Atualizado em 09/06/2025 16:16
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Em novo depoimento prestado nesta segunda-feira (9) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve acesso à chamada “minuta do golpe”, leu o conteúdo e chegou a sugerir alterações no documento, que previa medidas autoritárias para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022.

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Segundo o ex-ajudante de ordens, Bolsonaro propôs a retirada de trechos que previam a prisão de diversas autoridades. No entanto, o nome do próprio Alexandre de Moraes — que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à época — teria permanecido no texto como um dos alvos de detenção.

“O presidente recebeu e leu. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor [Moraes] ficaria como preso. O resto, não”, disse Cid ao ministro.

Ainda de acordo com o depoimento, a proposta da minuta era anular o resultado das eleições e convocar um novo pleito, que seria conduzido por um “conselho eleitoral extraordinário”.

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A fala de Cid reforça investigações da Polícia Federal sobre o envolvimento direto do ex-presidente em uma suposta tentativa de golpe de Estado. O conteúdo do depoimento foi mantido sob sigilo, mas trechos vieram a público por meio de fontes próximas ao inquérito.

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