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Na ONU, Reino Unido apoia EUA e se diz contra programa nuclear no Irã

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Na ONU, Reino Unido apoia EUA e se diz contra programa nuclear no Irã

A representante do Reino Unido no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Barbara Woodward, ressaltou na reunião deste domingo (22/6) que a ação dos Estados Unidos contra o Irã é uma “iniciativa para alivar a ameaça” que o programa nuclear do país do Oriente Médio significa para o mundo.

Apesar do posicionamento, ela defendeu uma solução sem armas para o conflito e se manifestou veementemente contra o desenvolvimento da iniciativa nuclear no Irã.

“O Irã não deve, de forma alguma, ter armas nucleares, pois se trataria de uma grande ameaça à segurança internacional”, disse ela.

Woodward ainda pediu que o país coopere com as negociações, e ressaltou: “Agora é o momento da desescalada e da diplomacia. O ideal é que o Irã escolha esse caminho”.

No encontro, os representantes dos países discutiram as ações do governo dos Estados Unidos, que bombardeou instalações nucleares no Irã. A maioria expressou preocupação com a escalada da situação e as consequências mundiais que podem surgir.

Ataque dos EUA

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Reação do Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo que os Estados Unidos traíram a diplomacia e que o país do Oriente Médio responderá aos ataques norte-americanos “com base no legítimo direito à autodefesa”.

“A porta para a diplomacia deve permanecer aberta, mas esse não é o caso agora. […] Meu país tem sido atacado, agredido, e temos de responder com base em nosso legítimo direito à autodefesa”, ressaltou o chanceler.

O ministro deu as declarações durante coletiva de imprensa em Istambul, na Turquia. Ele pontuou que, antes do ataque dos EUA, Israel e Irã estavam “em meio a uma negociação diplomática”.

“Estávamos no meio de negociações com os Estados Unidos, quando os israelenses explodiram tudo. […] E, mais uma vez, [nesse sábado] estávamos no meio de conversas e negociações com os europeus, há apenas dois dias em Genebra [na Suíça], quando os americanos decidiram explodir tudo”, declarou o chanceler.

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