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Polícia desarticula monopólio da internet criado pelo Comando Vermelho

Por Metrópoles 24/06/2025 05:27
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (24/6) uma operação para desmantelar um esquema criminoso de controle forçado da oferta de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV). A ação, coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e pela 21ª DP (Bonsucesso), com apoio da Core e de outras unidades do DGPE, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo e Cabo Frio.

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As investigações apontam que provedores clandestinos, com apoio da facção, estavam impondo seus serviços por meio de coação, sabotagem tecnológica e uso de equipamentos furtados. Entre as empresas envolvidas estão a Inovanet Telecom, a Networking Telecom e a S1 Telecom, que atua sob o nome comercial de “Fibra Rio”.

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De acordo com os investigadores, os criminosos sabotavam redes concorrentes, ameaçavam moradores e comerciantes, e atuavam com veículos descaracterizados. Em Jardim Primavera, na Baixada Fluminense, agentes flagraram operários destruindo cabos de fibra óptica de empresas legítimas. Já na Praça Seca, na Zona Oeste, a Fibra Rio foi filmada patrulhando a região após forçar a retirada de outros provedores.

Em um dos alvos da operação, a polícia encontrou um depósito clandestino com equipamentos de rede furtados e peças automotivas de origem suspeita. Também foram identificados veículos comprados em leilões de seguradoras, usados para dificultar o rastreamento e camuflar a atuação criminosa.

O esquema tinha uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre quem executava os cortes nas redes rivais, quem fazia a logística e quem controlava os territórios. Os crimes investigados incluem formação de organização criminosa, sabotagem de serviços de telecomunicação, receptação e lavagem de dinheiro.

A atuação do grupo causava prejuízos diretos à população, impedindo o acesso a serviços básicos de conectividade, fundamentais para educação, trabalho e acesso à informação. Além disso, ao eliminar a concorrência, os criminosos impunham preços altos e serviços de baixa qualidade, fora de qualquer regulação.

 

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