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UFAC rebate professora e destaca investimentos de R$ 6 milhões em laboratórios no Campus Floresta

Por Cris Menezes 19/06/2025 13:38 Atualizado em 19/06/2025 13:38
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A Universidade Federal do Acre (Ufac) se manifestou publicamente nesta semana após declarações feitas pela professora Karlla Barbosa Godoy, que usou as redes sociais para denunciar suposta falta de estrutura e insumos para a realização de aulas práticas no Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul.

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Em nota oficial, a instituição repudiou as declarações da docente, classificando-as como distorcidas e prejudiciais à imagem da universidade e de seus estudantes. Segundo a Ufac, as aulas da disciplina Entomologia Geral são tradicionalmente realizadas no Laboratório de Zoologia, espaço considerado adequado e devidamente equipado. O local originalmente destinado ao Laboratório de Entomologia, segundo a universidade, hoje abriga coleções científicas da área.

A reitoria também afirma que a professora não apresentou nenhuma solicitação formal para novos espaços ou insumos desde 2020, apesar de ter sido orientada a detalhar suas necessidades. “Não há registro de pedido à coordenação de curso, ao Centro Multidisciplinar (Cmulti), à Pró-Reitoria de Administração (Prad) ou a qualquer outro setor. Tampouco houve solicitação de reunião com a gestão do campus”, diz o comunicado.

Apesar disso, a universidade afirma que o colegiado do curso já debateu o assunto e registrou em ata a demanda, com intenção de incluí-la no Plano de Necessidades da unidade. A nota destaca ainda que a docente atualmente ocupa dois espaços físicos no campus — quantidade considerada superior à média dos demais professores.

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A Ufac aproveitou o momento para informar que mais de R$ 3 milhões já foram investidos em obras de infraestrutura para laboratórios no Campus Floresta, com conclusão prevista para agosto de 2025. Além disso, um novo investimento, estimado em mais R$ 3 milhões, está sendo projetado para construção de um bloco de laboratórios com dois andares, voltado exclusivamente para atividades práticas dos centros Cmulti e CEL (Centro de Educação e Letras).

A instituição também reforça que realiza encontros frequentes com a comunidade acadêmica por meio do programa Reitoria Itinerante, com foco em identificar necessidades e construir soluções colaborativas.

Ao final da nota, a universidade lamenta que “uma servidora pública opte por expor a instituição em redes sociais, utilizando informações incompletas ou imprecisas, sem antes buscar os canais institucionais apropriados para o diálogo”. A reitoria classifica a atitude como uma tentativa de autopromoção e reforça seu compromisso com a qualidade do ensino e a valorização da comunidade acadêmica por meio de um diálogo responsável e respeitoso.

NOTA

A Universidade Federal do Acre (Ufac) vem a público esclarecer e manifestar repúdio em relação às declarações da professora Karlla Barbosa Godoy, veiculadas em suas redes sociais, nas quais expõe, de forma distorcida, a instituição e seus estudantes, ao alegar suposta falta de espaço de trabalho e insumos para a realização de suas atividades docentes no Campus Floresta, em Cruzeiro do Sul.

A Ufac esclarece que o espaço originalmente destinado ao Laboratório de Entomologia é atualmente utilizado para a guarda e preservação de coleções científicas da área, e que as aulas da disciplina de Entomologia Geral são tradicionalmente ministradas no Laboratório de Zoologia, espaço devidamente equipado e reconhecido como adequado para essa finalidade.

A docente, apesar de ter sido orientada a formalizar a solicitação de um novo espaço de forma detalhada, com a descrição de suas necessidades pedagógicas e estruturais, não apresentou qualquer pedido à coordenação de curso, ao Centro Multidisciplinar (Cmulti), à Pró-Reitoria de Administração (Prad), tampouco em outros setores da instituição. Também não consta qualquer solicitação de reunião com a equipe gestora do campus ou com a administração central por parte da referida professora. Ainda assim, a coordenação do curso levou a pauta ao colegiado, que já deliberou e registrou em ata a demanda, com vistas a incluí-la no Plano de Necessidades da unidade.

Desde 2020, não há registro de pedido de insumo apresentado pela professora nos sistemas institucionais. Ressalta-se, ainda, que ela ocupa atualmente dois espaços físicos no campus, número superior ao de diversos outros docentes.

A Universidade reafirma que já foram investidos mais de R$ 3 milhões em obras de infraestrutura para laboratórios no Campus Floresta, cuja conclusão está prevista para agosto de 2025. Além disso, há um novo investimento pactuado para este ano, com a licitação prevista para a construção de mais um bloco de laboratórios com dois pavimentos, destinado exclusivamente às atividades laboratoriais dos dois centros do campus — o Centro Multidisciplinar (Cmult) e o Centro de Educação e Letras (CEL). O projeto desse novo prédio já se encontra em fase de elaboração e deve receber recursos estimados em mais de R$ 3 milhões.

Cabe destacar que a Reitoria realiza, regularmente, reuniões com docentes e servidores do Campus Floresta por meio do programa Reitoria Itinerante, justamente com o propósito de identificar demandas e buscar soluções de forma colaborativa e transparente.

É lamentável que uma servidora pública opte por expor a instituição em redes sociais, utilizando informações incompletas ou imprecisas, sem antes buscar os canais institucionais apropriados para o diálogo. Tal postura compromete a reputação da universidade e desrespeita os princípios do serviço público, revelando uma tentativa preocupante de transformar um tema que poderia ser resolvido internamente em instrumento de autopromoção digital.

A Ufac reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino, com a valorização de sua comunidade acadêmica e com a construção permanente de soluções por meio do diálogo institucional, responsável e respeitoso.

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