O Brasil parou diante do anúncio da morte de Preta Gil, no último domingo (20/7), aos 50 anos, em decorrência de complicações de um câncer no intestino. A trajetória da cantora durante o tratamento da doença trouxe à tona uma reflexão profunda sobre a efetivação do direito à vida digna, especialmente em momentos de extrema vulnerabilidade.
Em entrevista ao portal LeoDias, o advogado Tiago Juvêncio destaca que todo cidadão tem um direito assegurado pela Constituição Federal que vai além do simples acesso aos serviços de saúde: ele abrange também o respeito à integridade física, emocional e social do indivíduo. “A dignidade da pessoa humana, princípio estruturante do Estado Democrático de Direito, exige que, mesmo diante da doença, o indivíduo seja tratado com respeito, empatia e humanidade”, afirma.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução / Instagram/@pretagil Ivete Sangalo e Preta Gil / Reprodução: redes sociais Alice Wegmann e Preta GilReprodução/@alicewegmann Uma das últimas fotos de Preta GilReprodução/@frangil Última foto de Preta Gil com o filho, Fran GilReprodução/@frangil
Voltar
Próximo
Leia Também
Famosos
“Voz da resiliência”: Claudia Raia abre o coração após partida de Preta Gil
Salvador
“Conseguiu proteger todos nós da dor e da angústia”, diz Ivete sobre Preta Gil em bloco
TV
“Preta tem inspirado pessoas”, diz Leo Dias sobre o novo momento da cantora no tratamento
TV
A emoção de Daniela Mercury, Zeca Pagodinho e Cissa Guimarães em homenagem a Preta Gil
“No caso de Preta, observa-se não apenas a luta contra os efeitos físicos da enfermidade, mas também o enfrentamento do preconceito, da exposição pública e das barreiras emocionais impostas por uma condição delicada”, completa o especialista, acrescentando que isso reforça a importância de políticas públicas eficazes e de condutas institucionais que assegurem não apenas o tratamento clínico, mas também suporte psicológico, respeito à autonomia do paciente e um ambiente social acolhedor.
“Sua experiência evidencia que o direito à saúde não pode ser interpretado de forma restrita, mas sim como um componente essencial da vida digna, cujo cumprimento é obrigação do Estado, da sociedade e de todos os envolvidos na promoção do bem-estar coletivo”, pontua Tiago.
Preta Gil chegou a expor, durante uma entrevista, que precisou tomar medicação para conseguir bloquear suas emoções e sofrer menos durante o tratamento contra o câncer. “Só consegui entrar (no palco) porque estou realmente bloqueada. Estou com um remédio que bloqueia um pouco as minhas emoções, porque senão é duro de aguentar tudo que estou passando”, confessou a artista, na ocasião, após ser convidada para cantar a nova versão da música “Brasil”, tema do remake de Vale Tudo, da TV Globo.