Início / Versão completa
Geral

Haddad: governo lançará plano de apoio à indústria e ao emprego

Por Metrópoles 31/07/2025 07:26
Publicidade

Um dia após o governo dos Estados Unidos oficializar a imposição de tarifas unilaterais de 50% contra produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira (31/7), que as negociações com a Casa Branca continuarão. Segundo ele, o plano de contingência contra o tarifaço norte-americano será “calibrado” para apoiar o setor da indústria e os empregos no Brasil.

Publicidade

“Parte do nosso plano previsto vai ser apreciado para ser lançado, nos próximos dias, de proteção à indústria brasileira, aos empregos e ao agro quando for o caso”, declarou a jornalistas na entrada do Ministério da Fazenda.

Leia também

De acordo com Haddad, o governo federal atua para calibrar o plano de contingência após o anúncio da implementação de tarifas de 50% contra as exportações brasileiras.

“Vamos fazer a calibragem para que isso possa acontecer o mais rápido possível. Os atos já estão sendo preparados aqui na Fazenda para encaminhamento à Casa Civil. Penso que nos próximos dias teremos anúncios nessa direção”, informou.

Haddad citou que o comércio com os Estados Unidos caiu de 25% para 12% nos últimos anos. Para ele, o tarifaço pode afastar o comércio entre brasileiros e norte-americanos. “Ao invés de crescer, nós diminuímos. Temos que buscar mais integração, não menos. Essa atitude vai nos afastar ao invés de nos aproximar. E nós queremos aproximação”, reforçou ele.

O ministro voltou a dizer que o Brasil tem uma economia grande e, por esta razão, “não pode ser apêndice de nenhuma outra”, como China, União Europeia e Estados Unidos. “Temos que ter um equilíbrio”, defendeu.

Reunião com Bessent

Sobre as tratativas com os EUA, Haddad afirmou que a assessoria do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, entrou em contato para informar que agendará uma segunda conversa.

O primeiro encontro entre os dois ocorreu na Califórnia, durante viagem oficial do ministro nos EUA em maio. À época, quando o presidente Donald Trump impôs uma tarifa de 10% contra o Brasil, Bessent teria reconhecido ser uma anomalia taxar parceiros comerciais que mantêm balança comercial deficitária com os EUA, segundo relato de Haddad.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.