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Réu acusado de matar comerciante a tiros após fingir ser cliente será julgado no dia 16 de julho

Por Cris Menezes 04/07/2025 10:34 Atualizado em 04/07/2025 10:34
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Rafhael Gomes da Silva é acusado de matar o comerciante Vicente Lima de Aguiar, de 60 anos, em julho de 2024 — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Rafhael Gomes da Silva, acusado de matar o comerciante Vicente Lima de Aguiar, de 60 anos, a tiros dentro da própria lanchonete, vai a júri popular no próximo dia 16 de julho, na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco. O crime ocorreu em julho de 2024, e quase um ano depois, o réu será julgado por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.

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Segundo o Ministério Público do Acre (MP-AC), Rafhael foi denunciado por ter executado a vítima com crueldade e emboscada, motivado por rivalidade entre facções criminosas. A promotoria afirma que o acusado acreditava que o comerciante fazia parte de um grupo rival, o que teria motivado o assassinato.

Imagem via G1 Acre.

Vicente Aguiar foi morto no dia 10 de julho de 2024, dentro de seu estabelecimento no bairro Taquari, em Rio Branco. Conforme a investigação, Rafhael chegou ao local em uma bicicleta azul e chamou pela vítima, alegando que queria comprar salgados. Vicente, que estava no andar superior com a esposa, desceu para atender o suposto cliente e foi surpreendido por disparos de arma de fogo.

Rafhael da Silva chegou ao comércio às 11h13 (primeira imagem) e saiu às 11h15 fugindo do local do crime — Foto: Reprodução

O idoso foi atingido por quatro tiros e morreu antes da chegada do Samu. Câmeras de segurança flagraram o suspeito chegando às 11h13 e deixando o local às 11h15. Segundo o MP-AC, ele levou apenas dois minutos para cometer o crime e fugir.

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Durante a prisão, realizada no dia seguinte, a Polícia Civil encontrou a bicicleta usada no crime, as roupas que o suspeito vestia no momento do assassinato, além de uma arma de fogo com 33 munições – algumas deflagradas, possivelmente utilizadas no homicídio. Rafhael foi localizado a apenas 800 metros da cena do crime, escondido em uma casa que, segundo a polícia, era usada por membros de uma facção criminosa.

Polícia encontrou roupas identificadas por testemunhas e apreendeu arma de fogo com munições — Foto: Arquivo/Polícia Civil do Acre

Defesa e depoimentos

Rafhael está preso desde então no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Sua defesa é feita pela Defensoria Pública do Estado, que não se pronunciou sobre o caso.

A esposa da vítima, que estava no imóvel no momento do crime, contou que ouviu os disparos e, ao descer, foi ameaçada pelo criminoso. A testemunha ocular descreveu com precisão o autor, as roupas e a bicicleta, informações que foram confirmadas pelas imagens das câmeras de segurança.

Após o crime, surgiram boatos envolvendo a suposta ligação da vítima com organizações criminosas. Uma das filhas de Vicente desmentiu as informações e afirmou que o pai era um homem doente, com epilepsia e problemas cardíacos, além de ter passado por cirurgia recentemente.

Marcos Cunha, mais conhecido por Dragão, foi assassinado dentro do presídio em julho do ano passado — Foto: Arquivo pessoal

Ela também comentou sobre a antiga relação de uma das irmãs com Marcos Cunha Lindoso, conhecido como “Dragão”, um dos líderes de facção mortos durante a rebelião no presídio Antônio Amaro, em julho de 2024. Segundo ela, o relacionamento terminou há anos e a família nunca teve envolvimento com o crime organizado.

“Estão espalhando fake news sobre meu pai. Ele era trabalhador e não tinha ligação com facção nenhuma. Nossa família não tem nada a ver com isso. Ele foi apenas mais uma vítima da violência que atinge nossa cidade”, disse a filha.

Agora, a expectativa é de que o julgamento no próximo dia 16 traga justiça para a família do comerciante, que busca respostas e o fim das especulações em torno do caso.

Informações via em G1 Acre.

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