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Trump diz que Putin “quer continuar matando” e que EUA apoiam Ucrânia

Por Metrópoles 05/07/2025 09:27
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nessa sexta-feira (4/7) que o mandatário russo, Vladimir Putin, “quer continuar matando pessoas”, e reforçou que Washington seguirá apoiando a Ucrânia.

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A fala ocorre um dia após conversa entre os dois líderes e em meio a uma nova ofensiva russa com drones e mísseis, considerada a maior desde o início da guerra, em 2022.

Trump demonstrou insatisfação com o teor da ligação, afirmando que Putin parece disposto a prolongar o conflito a qualquer custo.

“Parece que ele quer ir até o fim. Isso não é bom”, afirmou o presidente americano, que conversou com jornalistas a bordo do Air Force One.

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Segundo ele, as sanções foram um dos principais temas abordados. “Ele entende o que pode vir pela frente”, disse, referindo-se a possíveis punições adicionais.

Horas após a conversa, a Rússia lançou um ataque aéreo de grandes proporções contra o território ucraniano, com o disparo de cerca de 550 drones e mísseis. O bombardeio foi descrito pela força aérea da Ucrânia como o mais intenso desde o início da invasão russa.

O governo russo endureceu ainda mais o discurso ao declarar que não enxerga solução diplomática viável para alcançar seus objetivos no conflito.

A posição indica que Moscou pretende manter a ofensiva militar contra a Ucrânia, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelas tropas no campo de batalha.

Trump diz tentar ajudar a Ucrânia, mas não avança

Em paralelo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que também conversou com Trump. Segundo ele, ambos concordaram em reforçar as defesas aéreas do país, mas não divulgou detalhes sobre o que foi acertado.

A Ucrânia enfrenta atualmente escassez de sistemas antiaéreos para cobrir todo seu território, enquanto as cidades seguem sob risco de novos ataques.

Trump também revelou que teve uma conversa com o chanceler alemão, Friedrich Merz, para discutir o envio de sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia. Contudo, disse que ainda não há uma decisão final sobre o envio do equipamento, considerado essencial para a proteção de áreas civis e estratégicas.

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Na quinta-feira (3/7), Trump já havia admitido que a conversa com Putin não trouxe avanços concretos em relação à resolução do conflito.

As negociações diretas entre Rússia e Ucrânia foram retomadas em maio, mas continuam sem resultados. A última rodada de conversas, realizada na Turquia, terminou sem progresso, e não há previsão para uma nova reunião.

Rússia resiste e exige

Durante o contato telefônico, Putin reafirmou as exigências da Rússia, incluindo a cessão de quatro regiões ucranianas ocupadas, além da Crimeia, e o compromisso de Kiev em não ingressar na Otan.

A Ucrânia rejeita essas condições e insiste na retirada total das tropas russas como ponto de partida para qualquer acordo.

Apesar da escalada, um novo intercâmbio de prisioneiros de guerra foi confirmado nessa sexta-feira. O acordo, fechado em junho com mediação na Turquia, permitiu a troca de detidos entre os dois países.

Os bombardeios da madrugada deixaram pelo menos dois mortos e cerca de 30 feridos, de acordo com autoridades ucranianas.

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