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ENTRETENIMENTO

Açaí x Doença de Chagas: Entenda proibição do alimento na COP 30

Por Portal Leo Dias 18/08/2025 15:26
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Alimentos típicos da culinária paraense, assim como açaí, tiveram a comercialização proibida dentro das áreas oficiais da Conferência das Partes, a COP 30, que vai ocorrer em Belém em novembro deste ano. A restrição estava no edital da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e causou polêmica por citar “alto risco de contaminação”. A organização do evento, porém, decidiu rever o edital e liberou o alimento.

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No último sábado (16/8), a organização da conferência publicou uma errata removendo a tabela que listava ingredientes e pratos proibidos, incluindo o tucupi, caldo típico feito da mandioca, e o açaí em todas as suas formas, que haviam sido vetados sob a justificativa de risco sanitário.

 

Veja as fotosAbrir em tela cheia Fruto do açaíReprodução/Pexels COP 30Reprodução: Internet Reprodução Reprodução Freepik

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A polêmico deu lugar para a dúvida: afinal, o açaí transmite a Doença de Chagas? Segundo o Ministério da Saúde, a doença causada por um protozoário chamado Trypanosoma cruzi e apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA) que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Ela pode ser disseminada para humanos principalmente por meio do contato com fezes de triatomíneos – insetos conhecidos como barbeiro – infectados, ou pela ingestão de alimentos contaminados.

De acordo com Odilson Silvestre, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), essa via tem deixado de ser a principal forma de transmissão no Brasil. O especialista, que publicou um estudo sobre o tema em 2020, garantiu que a ingestão de alimentos contaminados – como o açaí, cana de açúcar, sucos e outros – podem causar a doença.

A conclusão da pesquisa foi na revista científica Clinical Infectious Diseases, ligada à Universidade de Oxford e apontou que a maioria dos casos da doença de Chagas ocorrem na Amazônia, em especial no Pará, e que, de fato, o açaí era a principal causa dessa transmissão.

“Atualmente ainda temos isso (disseminação) presente, inclusive no Acre; mas o principal estado com a doença é o Pará. É importante que as pessoas entendam que o açaí pode conter sim o ‘Trypanosoma cruzi’, o protozoário que causa a doença. Há uma necessidade de o governo atuar nisso, treinando os vendedores de açaí para que eles façam o processamento adequado com um branqueamento”, defendeu Odilson Silvestre na época.

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