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Acusado de assédio, Superintendente da RBTrans falta à audiência na Câmara de Rio Branco

Por Cris Menezes 19/08/2025 16:30 Atualizado em 19/08/2025 16:30
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Clendes Vilas Boas é superintendente de Transporte e Trânsito de Rio Branco e está sendo acusado de assédio moral — Foto: Assecom

O superintendente de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), Clendes Vilas Boas, não compareceu à audiência na Câmara de Vereadores nesta terça-feira, 19 de agosto, onde seria ouvido sobre denúncias de assédio moral contra funcionários. Vilas Boas alegou estar doente e informou que se manifestará nos autos do procedimento aberto pelo Ministério Público do Acre (MP-AC).

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A audiência ocorreu mesmo com a ausência de Vilas Boas, contando com a presença de vereadores e dois agentes de trânsito, que reforçaram as acusações. Em razão disso, os parlamentares protocolaram um pedido formal à Prefeitura de Rio Branco para que o superintendente seja temporariamente afastado de suas funções. O documento foi assinado por Aiache (PP), Moacir Júnior (Solidariedade), Leôncio Castro (PSDB), Bruno Morais (PP), Felipe Tchê (PP), João Paulo Silva (Pode), Márcio Mustafá (PSDB) e Samir Bestene (PP).

Relatos de Servidores e Repercussão Política

 

A agente de trânsito Denise Santos relatou que o superintendente promove divisões no ambiente de trabalho. “Ele está colocando os servidores uns contra os outros, promete benefícios para uns… e coloca esses para coagir a gente”, afirmou. Ela ressaltou a necessidade de uma investigação completa, mencionando que as próprias palavras do superintendente o comprometem.

O agente Jonathan Luis também acusou Vilas Boas de perseguição, afirmando que ao discordar de uma ordem “ilegal”, passou a ser alvo de Processos Administrativos Disciplinares (PADs). “Ele muda a nossa escala, manda a gente para lugares que às vezes é desnecessário”, revelou.

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O presidente da Câmara, Joabe Lira (União), defendeu a ausência de Vilas Boas, citando seu recente AVC e uma necessidade de consulta médica. Ele destacou que a investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público, que já está colhendo depoimentos de ex-servidoras que denunciaram o caso publicamente.

O vereador André Kamai (PT) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso e encaminhar as provas para as autoridades competentes. Por outro lado, o vereador Márcio Mustafá (PSDB) defendeu o superintendente, afirmando que ele é uma “pessoa honesta” e que a justiça irá apurar os fatos.

O MP-AC, através do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), está ouvindo as denunciantes e permanece à disposição para receber novas queixas. Vilas Boas, em manifestação anterior, negou as acusações, classificando-as como “ataques levianos” e “fraudulentos” para prejudicá-lo politicamente.

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