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Barões do ouro: garimpo ilegal movimenta R$ 74 milhões com escravidão

Por Metrópoles 28/08/2025 06:27
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Um garimpo milionário no interior do Amazonas virou alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (28/8). Conhecido como “Filão dos Abacaxis”, o local era apontado como um dos mais rentáveis da América Latina. No local, cerca de 50 trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão durante uma fiscalização.

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A ação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados, localizados em Itaituba (PA), Novo Progresso (PA), Sinop (MT), Porto Velho (RO) e Regeneração (PI). A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores que chegam a R$ 74,1 milhões, cifra equivalente ao prejuízo ambiental já identificado.

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Segundo a PF, a estrutura criminosa funcionava de forma empresarial. O garimpo tinha um “proprietário” que arrendava poços de mineração a terceiros. Cada arrendatário contratava trabalhadores, muitas vezes de forma irregular, para a extração de ouro. O uso indiscriminado de cianeto intensificava os impactos ambientais, contaminando rios e solos da região.

Os lucros eram lavados por meio de laranjas e empresas de fachada, mascarando a origem ilícita do ouro extraído. A PF apura ainda se parte do dinheiro abastecia outras atividades criminosas, ampliando a influência do grupo em diferentes estados da federação.

A operação recebeu o nome de “Barões do Filão” em referência ao poder econômico que os líderes do esquema ostentavam, às custas da exploração de trabalhadores e da degradação ambiental da Amazônia.

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