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Boate Kiss: Justiça do RS reduz em até 10 anos penas de condenados

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Boate Kiss: Justiça do RS reduz em até 10 anos penas de condenados

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), através da 1ª Câmara Criminal Especial, acatou parcialmente aos pedidos de redução de penas solicitados pelas defesas dos quatro condenados pelo incêndio da boate Kiss: os sócios do estabelecimento Elissandro Callegaro Spohr (Kiko) e Mauro Londero Hoffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos; e o ajudante da banda Luciano Bonilha Leão.

As penas, que variavam de 18 e 22 anos de reclusão, agora passam a ser de 12 a 11 anos.

O tribunal julgou os recursos nesta terça-feira (26/8).

Veja como votaram os desembargadores:

As penas, até então, eram de:

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Wikipedia Commons/Divulgação2 de 4

Boate Kiss Santa Maria (RS)

Reprodução3 de 4

Presos pela tragédia da Boate Kiss

Reprodução4 de 4

Familiares de vítimas da Boate Kiss

Reprodução/Redes Sociais

Relembre o caso

O recurso de apelação avaliou o mérito do processo e, a partir dele, três cenários diferentes poderiam ser definidos: encaminhamento para novo júri, confirmação da decisão dos jurados através do julgamento de dezembro de 2021 ou redimensionamento das penas.

Durante a sustentação oral das defesas, o advogado Jader Marques, de Elissandro Callegaro alegou erro jurídico na denúncia. Bruno Seligman de Menezes, advogado de Mauro Hoffmann, afirmou que o compromisso do tribunal era “resistir às pressões externas e decidir com base na Constituição e no Direito, e não no clamor público ou na vontade pessoal de quem quer que seja.”

Já a advogada de Marcelo de Jesus dos Santos, Tatiana Borsa, pediu um julgamento justo, com uma pena aplicada de forma adequada. Jean Severo, advogado do Luciano Bonilha Leão, por fim, pediu pela redução da pena, ao afirmar que o ajudante da banda é inocente e que o réu tem trabalhado e feito cursos no presídio.

Boate Kiss na Justiça

Doze anos após o incêndio que matou 242 pessoas em Santa Maria (RS) e parou o Brasil, o caso Boate Kiss segue em disputa nos tribunais.

Linha do tempo

O caso voltou à pauta da Justiça porque ainda existiam recursos pendentes das defesas dos réus, que questionavam a legalidade de partes do julgamento.

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