O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, terá dois julgamentos na próxima semana relacionados ao caso de suposta manipulação de apostas esportivas. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcaram audiências em sequência, colocando o jogador diante de decisões nas esferas civil e esportiva.
Na terça-feira (2/9), a Quinta Turma do STJ analisará o recurso da defesa do atleta. O processo envolve um agravo regimental que leva ao colegiado o habeas corpus rejeitado no mês passado pelo ministro Joel Ilan Paciornik. Na decisão anterior, Paciornik entendeu que o habeas corpus não seria o instrumento adequado para a discussão.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Bruno Henrique, do Flamengo, é denunciado pelo STJD e pode ser suspenso por até dois anosReprodução/Instagram: @b.henrique Bruno Henrique com a delegação do FlamengoBruno Henrique com a delegação do Flamengo – Reprodução: Instagram/Flamengo Reprodução
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A defesa de Bruno Henrique alega que a Justiça do Distrito Federal não teria competência para conduzir o caso, que, segundo os advogados, deveria ser julgado pela Justiça Federal, o que poderia anular os atos já praticados.
Dois dias depois, em 4 de setembro, o julgamento terá continuidade na esfera esportiva. O STJD vai analisar em primeira instância a denúncia contra o jogador pelo cartão amarelo recebido na partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023.
O atleta foi enquadrado no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “atuar, de forma desleal ou fraudulenta, com o fim de influenciar resultado de partida, evento ou equivalente”. A pena prevista varia entre 180 e 360 dias de suspensão, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil.
Histórico do caso
O Ministério Público do Distrito Federal denunciou Bruno Henrique em junho deste ano, junto com o irmão, Wander Nunes Pinto, e mais sete pessoas. De acordo com a acusação, o jogador teria informado ao irmão que receberia um cartão amarelo no jogo contra o Santos, realizado em novembro de 2023, em Brasília. À época, o atacante estava pendurado com dois cartões.
As investigações apontam que Wander, sua esposa, uma prima e amigos teriam realizado apostas relacionadas ao cartão do atleta, o que chamou a atenção das casas de apostas pelo volume investido. Mensagens obtidas no celular de Wander foram utilizadas como base para a denúncia.
A investigação da Polícia Federal teve início em agosto de 2023. Em novembro do mesmo ano, Bruno Henrique e outros suspeitos foram alvo de mandados de busca e apreensão. O indiciamento ocorreu em abril de 2024.
O jogador, no entanto, nega qualquer participação em manipulação de resultados ou envolvimento em apostas esportivas.
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