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Cavalo estava vivo quando foi mutilado por tutor em SP, diz delegado

Por Metrópoles 27/08/2025 15:28
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O cavalo morto após uma cavalgada em Bananal, no interior de São Paulo, ainda estava vivo quando teve as patas cortadas com um facão. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (27/8) pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo, responsável pelo caso.

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Em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado da médica veterinária Luana Gesualdi, eles explicam o resultado do laudo. Segundo a veterinária, foram encontrados hematomas no animal, o que indica que ele estava vivo. “Quando o animal está sem vida, é um cadáver, você não consegue desferir golpes e causar hematomas. Só quando o animal está em vida”, afirmou.

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O caso foi denunciado pela cantora Ana Castela

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Nas redes sociais, a cantora compartilhou fotos do animal e do suspeito

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Cavalo foi mutilado após uma cavalgada no dia 16 de agosto em Bananal

Reprodução/Instagram

Relembre o caso

A médica também explicou a ausência de sangue no local onde o cavalo foi encontrado. Segundo ela, isso aconteceu porque o animal estava desfalecido após uma exaustão extrema, ou seja, a pressão estava baixa e o sangue circula com menor intensidade. O delegado acrescentou que, como o animal estava nessas condições, o suspeito pode ter acreditado que ele estava sem vida.

Suspeito comenta o caso

Durante uma entrevista para a Rede Vanguarda, o tutor Andrey Queiroz afirmou que estava “embriagado e transtornado” durante o crime.

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“Não foi uma decisão [cortar as patas do cavalo]. Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu peguei e cortei, por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida. É culpa minha. Eu reconheço os meus erros”, alegou.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Andrey. O espaço permanece aberto para manifestações.

O que pode acontecer?

O caso foi investigado pela Delegacia de Bananal e remetido à Justiça na sexta-feira (22/8), após a conclusão dos laudos periciais. A punição pode se basear na Lei nº 9.605 de 1998, que dispõe de sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

Especificamente, o artigo 32 imputa pena de detenção de três meses até um ano, além de multa, para práticas de “abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres ou domésticos”. A pena aumenta no caso de morte do animal.

Manifestação de entidades

A ativista pela causa animal Luísa Mell se manifestou nas redes, chamando o agressor de “covarde” e “monstro”, exigindo punição imediata aos responsáveis.

Já a Associação Nacional de Munícipios e Meio Ambiente (Anamma) emitiu uma nota de repúdio ao caso. “Oficiamos o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para que, segundo o boletim de ocorrência, o homem investigado pelo crime responda pelo ato de crueldade, maus-tratos, crimes ambientais e outras tipificações.”

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